Coisas que aprendemos e/ou fazemos depois que nos tornamos mães

Aqui vai uma lista de coisas engraçadas que aprendemos com a maternidade, essa lista é baseada na minha pequena vivência de mãe até agora, e você tem algum para acrescentar? 🙂

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– Bebês peidam alto! E facilmente pode ser confundido com o pum de um adulto! Eu ficava torcendo para ele não fazer isso em local público (já pensou dentro de um elevador?) pois certeza que achariam que era a mãe, né?! Hahaha

– A felicidade de ver coco em uma fralda é algo que não é muito fácil de explicar (?!), mas traz uma paz saber que está tudo correndo bem com o corpinho do seu bebê e que estamos fazendo bem o nosso trabalho, especialmente após a introdução alimentar.

– Sabia que tosses e espirros são atitudes totalmente controladas? Depois de mãe você aprende!!! Tudo pra não acordar o bebê! É preciso muito controle da mente e do corpo mas é possível! Para tosses beber água no momento ajuda! :p

– A arte de falar baixo o tempo todo quando o bebê está dormindo mesmo quando está em outro cômodo como se ele estivesse no seu colo e só depois de um tempo perceber isso!

– Sabe a Dona Aranha? O Seu Lobato? A Galinha Pintadinha e o Galo Carijó? Serão seus ótimos companheiros e você não deixará de lembrar de suas “lindas” músicas um só dia. Inclusive em lugares inusitados como: o seu banho.

– Você falará com estranhos que brincarem com seu filho como se fosse o bebê falando, e ainda mais, justificará a cara fechada dele se ele não quiser dar um sorriso… como se precisasse de justificativa!

– Você não terá medo de parecer ridícula e fará de tudo para seu bebê comer toda a papinha, até mesmo imitar um macaco (com sons e gestos). Ainda bem que não tem circuito de câmeras em casa!

– Dentro de ti habita uma profissional do circo, desde acrobacias para o bebê não acordar a palhaçadas para arrancar gargalhadas do seu mais especial expectador.

E assim vamos descobrindo nossas várias habilidades dentro de uma habilidade só, a especial habilidade de ser mãe. ❤

Crise dos 8 meses: a angústia da separação

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O Pedro sempre foi um bebê calmo e tranquilo. Desde que completou seus 7 meses ele ficou mais choroso, “manhoso” e muito apegado a mim. É só eu sair de perto e pronto, berreiro na certa!

Se ele se distrai com algo, é só me ver de novo e pronto! Até no colo de pessoas que ele está acostumado a ficar sozinho, como a minha sogra, ele me vê e faz uma “manha” (entre aspas pois, ao contrário do que muita gente pensa, o bebê nessa idade não sabe fazer manha, é preciso lembrar que eles não falam e por isso comunicam suas vontades através do choro, se ele falasse nesses momentos com certeza me chamaria em vez de chorar).

Foi aí que comecei a pesquisar sobre a “ansiedade da separação”, “angústia da separação” ou ainda “crise dos 8 meses”, fase em que o bebê percebe que ele e a mamãe são pessoas distintas, essa fase pode começar a partir do sexto mês, em alguns bebês começa mais cedo e em outros mais tarde, até o nono mês.

É um período que exige bastante paciência e amor da mamãe pois, como a mãe representa a proteção desde seu nascimento, o fato dela sair de perto faz com que o bebê se sinta inseguro e ansioso pela sua volta, e ainda mais: ele fica angustiado achando que ela pode não voltar.

Segundo meu pediatra, o cérebro do bebê ainda não possui a capacidade de formar imagens mentais, então quando a mãe sai do campo visual do bebê é como ela deixasse de existir pra ele, você consegue pensar naqueles momentos em que você fica “sem chão”?! Penso que é mais ou menos assim que nossos pequenos se sentem! Não é de cortar o coração?

Dizem que essa fase pode alterar também o sono noturno e o apetite, o que no meu caso não aconteceu, o que prova que cada bebê sente e demonstra a sua maneira!

É uma fase que pode durar semanas ou meses, como não existe um padrão é importante pesquisar sobre o assunto para saber se seu pequeno não está passando por isso. No final do post vou colocar um link que gostei muito para vocês lerem! O que achei mais interessante (e morri de dó!) é a parte que menciona que a dor que eles sentem nesse momento de angústia coma ausência dos pais ativa no cérebro a mesma área da dor física, ou seja, ele sente dor mesmo!!! 😦

O que fazer nessa fase?
Em uma das páginas da minha pesquisa gostei bastante desse texto (e coloquei o link nas fontes abaixo do post), que vou reproduzir aqui:

1- Pratique separações rápidas e diárias

Durante seus dias juntos crie oportunidades de expor seu bebê a separações visuais breves, seguras e rápidas (brincar de esconder o rosto e logo reaparecer é ótimo, eles adoram!). Esse processo é particularlmente útil para bebês super grudados ou ‘high needs’, que precisam estar muito perto de você o tempo todo. Comece incentivando que seu bebê brinque com um brinquedo interessante ou outra pessoa. Quando seu bebê estiver feliz e distraído com o brinquedo ou pessoa, caminhe calmamente e lentamente para outro quarto. Assobie, cante, murmure uma canção ou fale, de modo que seu bebê sabia que você ainda está por perto, mesmo que não possa te ver. Pratique essas separações breves algumas vezes ao dia numa variedade de situações diferentes.

2- Evite a transferência de colo para colo

É muito comum passar o bebê do colo de um cuidador para outro. O problema é que cria ansiedade no bebê sair da segurança dos braços da mãe e ser fisicamente transferido para os braços de outra pessoa que lhe é menos familiar. Essa separação física é a mais extrema na mente do bebê e que mais traz ansiedade de separação.

Para reduzir as sensações físicas de ansiedade que são produzidas na transferência de um bebê dos braços de uma pessoa para outra, faça a mudança com seu bebê num lugar neutro, como o bebê brincando no chão ou sentado numa cadeirinha, cadeirão de alimentação ou bebê conforto. Peça para o cuidador sentar do lado de seu bebê e interagir com ele, enquanto isso você fala um ‘tchau’ rápido porém positivo, num tom feliz. Assim que você sair é um bom momento para o cuidador pegar seu bebê no colo.

A vantagem é que o cuidador vai ser colocado na posição de ‘salvador’ e isso pode ajudá-los nessa relação.

3- Entenda a ansiedade de separação como um sinal positivo!

É perfeitamente normal – até maravilhoso- que seu filho tenha esse bom apego e que ele/ela desejem essa proximidade contigo e sua presença constante.

Parabéns! Isso é evidência de que o laço afetivo que você criou desde o início está seguro. Então ignore educamente as pessoas que te dizem o oposto.

Além das dicas acima (que podem dar certo ou não pois cada bebê tem a sua personalidade) não há muito o que fazer além de dar muita atenção, carinho e amor para o pequeno e mentalizar o mantra mais usado pelas mamães: “isso vai passar”.  ❤

Boa sorte para todas nós!

Fontes:
http://maternarconsciente.blogspot.com.br/2011/04/as-separacoes-e-crise-dos-oito-meses.html
https://www.facebook.com/notes/solu%C3%A7%C3%B5es-para-noites-sem-choro/tr%C3%AAs-maneiras-de-reduzir-a-ang%C3%BAstiaansiedade-da-separa%C3%A7%C3%A3o/527144420643305

Perguntas que minhas amigas grávidas fazem [Parte 1]

Estava aqui pensando sobre as perguntas que minhas amigas grávidas fazem e resolvi compartilhar com vocês pois quem sabe pode ser uma dúvida sua também, não é?
Vou fazer por partes pois, além de não lembrar tudo, com certeza aparecerão mais pela frente. 🙂

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Você sentia cólicas no começo da gravidez?
Sim, sentia! Especialmente nos primeiros dias que eram os dias em que estaria menstruada. Mas não tive sangramento nenhum e a dor não era tão intensa, era mais aquele incômodo mesmo, eu sempre identifiquei aquela dorzinha como sinal de que iria menstruar e foi até por isso que decidi fazer o teste de gravidez (farmácia) só no segundo dia de atraso. Foi uma coisa doida, no primeiro dia de atraso eu mal conseguia fechar a calça pois além da cólica eu me sentia bastante inchada!

Sua médica cobrou o parto?
Sim! Apesar de que no meu caso foi pelo particular pois ela não era credenciada ao meu convênio, mas sei que mesmo com convênio ela cobra uma taxa, é errado sim mas dificilmente aqui em São Paulo você irá achar quem não cobre. A Doutora me explicou que o repasse do convênio para eles é muito pequeno então eles precisam complementar.

Sentia muita vontade de fazer xixi logo no começo? E os seios incharam?
Sentia bastante! Engraçado que a gente espera sentir essa vontade de ir no banheiro mais pro final mas no começo também sente, mas com o tempo vai amenizando e piora no final. Com os seios foram a mesma coisa, no começo sente inchar bastante, fica dolorido e depois melhora.

Quantos quilos engordou na gravidez?
Dezesseis, isso mesmo, d-e-z-e-s-s-e-i-s-q-u-i-l-o-s. Não passei um mês sequer sem engordar menos de 1kg, e vou dizer mais ainda, não tive muitos episódios de fome da Etiópia (rs), só passei a comer de 3h em 3h e não tinha esse hábito anteriormente.
Minha médica nunca pegou tanto no meu pé pois pesava só 50kg (dentro do IMC normal) e no final da gravidez estava com 66kg.

Quando conseguiu voltar ao seu peso normal, fez algo diferente para isso?
Com 1 mês amamentando já voltei a usar calça jeans de antes da gravidez, no meu caso foi muito rápido, mas ainda estava com 3kgs a mais do meu peso. Esses 3kgs foram os mais difíceis de sumir… Não sei ao certo quando os perdi, mas posso dizer que não fiz nada de diferente a não ser amamentar…

Você inchou no final da gravidez?
Eu inchei super pouco e em poucos dias, no final da minha gravidez estávamos em Janeiro, então imagina o calor (aliás uma pausa aqui… Eu sentia MUITO calor, MUITO mesmo)… Não sei se realmente isso foi primordial mas fazia sessões de drenagem linfática 1x por semana, e aqui vai também uma dica: não faça com qualquer profissional, exija que seja um fisioterapeuta porque a drenagem feita de maneira errada pode trazer muitos malefícios.

Com quanto tempo você conseguiu descobrir o sexo do bebê?
Descobri em um ultrassom com 16 semanas. Muitas pessoas conseguem já ter uma inclinação no primeiro morfológico feito com 12 semanas, mas a médica que fez o meu não quis “chutar” de jeito nenhum, então tive que ficar ansiosa por mais 1 mês.

Com quanto tempo sentiu o bebê mexer? E o pai sentiu quando?
Normalmente a primeira vez que se sente mexer é como se tivesse algo borbulhando dentro de você (ou seja, pode ser confundido com gases, rs) e no meu caso aconteceu com 16 semanas. O meu marido foi sentir só com 21 semanas pois a gente inicialmente sente por “dentro” só depois de um tempo é que fica mais perceptível para quem toca na barriguinha, pelo menos na maioria dos casos que vi e comigo foi assim.

Quando você ia ao banheiro tinha medo de fazer força?
Raramente eu pensava nisso mas conheço bastante gente que ficava nessa neura de fazer força e algo acontecer com o bebê… Acho que é coisa da nossa cabeça mesmo, rs.

Você demorou pra engravidar? Foi planejado?
Sim, planejamos a gravidez mas não imaginávamos que seria tão rápido! Em nosso primeiro mês de tentativa que nem estávamos tão pensando nisso aconteceu! Eu esperava que fosse demorar um pouco mais mesmo porque minha GO tinha me dito que 85% dos casais demoram até 1 ano de tentativa para ter o primeiro filho, então se você é tentante não desanime, 85% é gente pra caramba!

Espero ter ajudado a esclarecer algum ponto, vale lembrar que cada gravidez é única e cada mamãe sente as coisas a sua maneira.
Se tiver alguma dúvida, entre em contato! Quem sabe eu possa ajudar mesmo de longe? 😉

Desafio superado: amamentar até o sexto mês

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Faz tempo que estou para escrever sobre isso aqui no blog. Então vamos lá: Consegui! Consegui levar a amamentação praticamente exclusiva até o sexto mês, digo praticamente pois comecei a introdução de frutas com 5m15d (por opção minha e contra meu pediatra, mas queria estar presente na ingestão dos primeiros sabores e como voltaria a trabalhar antes dos 6m decidi por começar antes).

O meu relato é assim: parece simples mas não é! Amamentar traz muitas inseguranças para nós mamães, tive uma adaptação tranqüilíssima (contei aqui) porém dúvidas foram surgindo no meio do caminho e várias vezes pensei em complementar o bebê mesmo ele ganhando peso suficiente! Para vocês verem até onde vai a neura de uma mãe de primeira viagem.

No início eu tinha leite pra meio batalhão, jorrava, depois do banho o marido precisava vir colocar o absorvente de seio enquanto eu colocava o sutiã porque senão eu me sujava toda de leite… Cheguei a ter febre e quase mastite! Um dia o peito encheu tanto que nem o bebê conseguia pegar o bico, uma loucura! Já li que é normal, pois no começo as glândulas começam a produzir freneticamente sem parar!
De repente… Perto de 3 meses o meu leite adequou-se a demanda e aí começaram as neuras de que eu não tinha leite suficiente… Escrevi um pouco sobre isso aqui, quando relatei a crise dos 3 meses.

Amamentar é cansativo, exige uma energia fora do comum (700 calorias por dia, o mesmo que 1 hora de corrida) e bastante disposição mas é uma DELÍCIA. A troca de carinho e proximidade que se cria com o filho é algo surreal. Cheguei a chorar algumas vezes pensando que teria que parar por conta das minhas neuras, parece besteira mas a gente se sente incapaz… incapaz de alimentar o próprio filho e isso machuca! Homens nunca entenderão, nos meus surtos meu marido não entendia, pra ele era dar o complemento e pronto, sem nenhum remorso, nenhuma culpa, nenhuma dor… Não culpo ele, é muito difícil descrever o prazer de amamentar para outra pessoa, imagina para o sexo masculino!

Mãe é um bicho de sentimentos contraditórios mesmo… Na primeira vez que apresentamos a mamadeira e o complemento (agora pra valer pois voltaria a trabalhar) o Pedro pegou de primeira!!! Mamou tudo sem largar… Quem deu foi a vovó, a mãe ficou escondida pra não atrapalhar… E deu tudo certo! Ao ver que ele nem estranhou… fiquei chateada, chateada por ele aceitar a troca tão fácil (e antes tava com medo dele não aceitar de jeito nenhum), dá pra entender a cabeça de uma mãe? Nem eu me entendo! rs…

E aqui estamos, já com a introdução alimentar, rumo ao oitavo mês de amamentação (firmes e fortes) e agora com dentinhos! Hahaha, seja o que Deus quiser! 🙂

Fonte: http://www.vilamulher.com.br/familia/gravidez/amamentar-gasta-ate-700-calorias-8-1-53-269.html

O meu parto foi cesárea e viva a liberdade de escolha!

Bom, mas um assunto polêmico por aqui!
Hoje vim contar como foi meu parto e porque fiz a escolha pela cesárea e já vou avisando: toda mãe tem direito de optar por aquilo que vai achar melhor para ela e seu filho, seja qual for o tipo de parto.

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Me incomoda um pouco esse julgamento que vejo muitas pessoas fazerem, o fato é que a maneira que você trouxe seu filho ao mundo não te classifica como melhor ou pior mãe e fim de papo! Cada pessoa nesse mundão de meu Deus é diferente uma da outra, e cada uma sabe de suas limitações e onde o calo aperta, então coleguinha não vamos discriminar a mãe que optou por ter seu filho através de um corte na barriga… Ela também sangrou, e até mais! Também sentiu dor e também se emocionou e chorou ao ouvir seu filhote chorar pela primeira vez ao encher seu pulmãozinho, seja qual for a maneira que veio ao mundo tenho certeza que a capacidade de amar dessa mãe é a mesma!

Terminando a nossa introdução, vamos ao relato do meu parto cesáreo. 🙂

Durante a gestação o Pedro sempre foi um bebê grandinho! Pudera, eu tenho meus 1,60m (tá bom, tá bom… São 1,59 e MEIO :p) mas o pai com os seus 1,91m! Minha GO com seus 30 anos de profissão e experiência no início achava que devíamos tentar o parto normal, mas com o passar dos nossos milhares de ultras (já disse aqui que fui uma compulsiva por ultrassons, né?!) fomos constatando que o Pedro era um bebê percentil 75 para mais! Teve momento que foi até percentil 97! Ou seja, um meninão!

Uma pausa para explicar o que significa esses “percentuais”. Nos ultrassons para todas as medidas que são tiradas do bebê existe uma tabela referência que se chama Hadlock. Essa tabela indica onde o seu bebê se enquadra durante o período gestacional de acordo com percentuais.

Explicando como fazer a leitura, percentil é mais ou menos o seguinte: p50 quer dizer que está na média, p10 quer dizer que 10% dos fetos naquela idade gestacional tinham aquele peso ou medida. p90 quer dizer, ao contrário, somente 10% dos fetos tinham aquele peso ou medida naquela idade gestacional.

Voltando… Então acabamos optando pela cesárea. Só que eu queria que ele desse seus primeiros sinais para vir ao mundo no tempo dele. E graças a Deus foi assim que aconteceu. Quando eu estava nas últimas semanas fui fazer o cardiotoco e constataram as primeiras contratações, de início eu não sentia quase nada, apesar do aparelho mostrar que a intensidade era até grandinha… Naquela semana eu faria 39 semanas. E aí a nossa previsão que era pra semana que completaria 40 precisou ser adiantada! E aí que o negócio pegou… Era a semana que antecedia o carnaval… O Hospital e Maternidade Santa Joana estava lotado de reservas nas duas semanas, antes e depois do carnaval, com muito custo conseguimos a data do dia 13 de fevereiro (porque era sexta então muita gente supersticiosa não deve ter “escolhido” essa data) e eu como não queria marcar fiquei com o que acabou sobrando. Só que as contratações começaram a aumentar e ainda era começo da semana e eu comecei a entrar em pânico! Fiquei de repouso completamente, o dia todo na horizontal sem fazer nenhum tipo de esforço… Só que na quarta-feira daquela semana não deu, precisei passar no pronto atendimento do Sta Joana e estava com 1,5cm de dilatação e o hospital não tinha vagas mesmo, estavam até removendo para outros hospitais e eu queria que o Pedro nascesse lá!

Foi aí que fui medicada pra sentir menos dor e aguentar até sexta, não adiantou muita coisa… Chegando em casa ao ir fazer xixi meu tampão caiu! E quando fui tomar banho notei meu sutiã todo sujo amarelado… Era meu colostro já dando as caras.

Passei quinta-feira quietinha na minha mãe, as dores ficaram sem ritmo e não tivemos nenhum susto, graças a Deus! E às 3h da matina, depois da tentativa frustrada de dormir um pouco porque a ansiedade estava a mil, lá fomos nós para a maternidade! O Pedro viria ao mundo ❤

Ele nasceu no Santa Joana, que não tenho uma vírgula para falar, fui muito bem atendida especialmente pela equipe de enfermeiras! Às 07h50 escutei o seu choro, a emoção é indescritível, imensurável… Lembro de tentar conter as lágrimas para poder enxergar ele melhor… E que delícia sentir ele se acalmar ao ouvir minha voz… Pedro nasceu com 48cm, 3675kg (peso no percentil 76) e cabeça 35,5cm (percentil 79!).

Mamou quando cheguei no quarto, umas 2h ou 3h após o parto, e pegou certinho! Continua mamando até hoje, com 4 meses e meio somente o leite materno.

A minha recuperação da cesárea foi bem tranquila, já no hospital depois de sair do jejum eu já estava andando. Senti pouca tontura, somente na primeira vez que levantei… Não tive pontos externos, foi tudo colado e a recuperação da cicatriz está ótima! Graças a Deus! 🙂

Não estou querendo aqui dizer que a cesárea é melhor que um parto normal, longe disso!
Mas acho que cabe a cada mãe decidir como quer trazer seu filho ao mundo dentro de todo o acompanhamento médico e acontecimentos da sua gestação. As pessoas precisam praticar mais isso, seja qual for a escolha da mãe por normal ou cesárea, ela tem o direito dessa escolha.

Afinal, a mãe é que sabe o que seu coração diz, e intuição de mãe nunca falha.

Fatos estranhos (ou engraçados) da minha gravidez

Contarei alguns fatos (meio estranhos ou engraçados, vai da interpretação de cada um, rs) sobre a minha gravidez, coisas que as pessoas nos falam mas que cada grávida sente da sua maneira, logo resolvi colocar pra vocês a minha experiência e quem sabe você também tenha passado ou pensado da mesma maneira que a mãe de primeira viagem aqui.
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– A primeira mexida do bebê pra mim pareceu gases, difícil explicar, parecem bolhinhas explodindo na barriga. Vamos combinar que é terrível pensar que você ficará na dúvida se é o seu lindo bebê se mexendo ou um “pum” dando uma volta na sua barriga;

– Todo mundo fala sobre a vontade de fazer xixi toda hora mas não te contam que em uma só noite você poderá levantar CINCO VEZES pra ir no banheiro em um período de 7 horas;

– Possivelmente terá uma constipação intestinal ferrada e morrerá de medo de adquirir uma hemorróida que é super comum em grávidas;

– Vai morrer de saudade de dormir largada de bruços e vai pensar nisso assim que deitar na cama sem o bebê na barriga, mas vale dizer que mesmo depois os peitos cheios de leite não deixam (pelo menos no meu caso);

– Tem dias (tem gente que sente isso a gravidez toda, eu tive só alguns episódios – ainda bem porque sem esses episódios eu engordei 16kg no total, imagina com eles!) que você tem uma fome de um habitante da Etiópia, que não adianta comer pois parece que tem um buraco negro na sua barriga e NADA irá satisfazê-la;

– Que eu não iria gostar muito da pergunta que trocentas pessoas fazem toda hora: “como está o bebê?”, enquanto não sentisse ele mexer pois, vamos combinar… não tem como saber se as coisas estão bem mesmo! E que isso me tornaria uma compulsiva por ultrassons até que ele começasse a mexer e assim eu ficasse mais tranquila;

– Morreria de curiosidade de saber o sexo mas… quando soubesse continuaria com receio de alguém ter errado e só acreditaria mesmo depois de ver o documento (também no meu caso) em 3D;

– Muitas pessoas acreditam que você fará 9 meses e como um passe de mágica o bebê nascerá no mesmo dia ou no dia seguinte (isso mais entre os homens), elas não sabem que a gestação é contada por semanas e que pode durar até 10 meses!

– Senti muita dó dos soluços que ele tinha na minha barriga, mesmo sabendo que não são como os que a gente conhece, esses são para treinar o aparelho respiratório dele e indica que está tudo bem com o bebê;

– E por último, mesmo tendo seu bebê lindo agora do lado de fora… olhará as fotos da sua barriga grandona, linda e morrerá de saudade, pode até ser que escape uma lágrima teimosinha… ️❤

E você, passou por alguma dessas situações?

Saltos de Desenvolvimento: por dentro da mudança repentina do seu bebê

Ontem, dia 13, o Pedro fez 3 meses.
Há alguns dias atrás escrevi sobre a crise dos 3 meses aqui mesmo, para falar da mudança do Pedro na hora de mamar, porém também pude observar que nesses últimos dias ele tem mudado também o seu comportamento. Pedro é um bebê super tranquilo como já relatei algumas vezes aqui, só que tem andado muito chorão, querendo mais colo, especialmente comigo.

Foi aí que, como já tinha lido há um tempo, fui procurar de novo sobre o tema: saltos de desenvolvimento e como faz um tempo que o Pedro está assim acredito que estamos passando pela fase das 12 semanas (como podem durar dias e tem uma variação de bebê para bebê acredito que seja essa).

Bom, falando sobre a definição:

Os bebês não crescem de forma regular, então eles em determinados momentos têm os seus saltos de desenvolvimento.
“No período que imediatamente antecede um salto de desenvolvimento o bebê repentinamente pode se sentir disperso à mudanças nos sistemas perceptivo e cognitivo que não foram adaptadas ainda no organismo.”

Então o bebê tende a se sentir inseguro e voltar sempre pro seu “porto seguro”, ou seja, a mamãezinha. Esses momentos de insegurança fazem com que ele peça mais colo e consequentemente também afetam apetite e o sono (no caso do Pedro o sono afetou no sentido que ele demora mais pra dormir a noite, briga mais com o sono e o apetite ao meu ver está menor, mas existem casos que o bebê pode mamar mais em vez de menos).

Essas fases costumam durar algumas semanas mas depois que o bebê supera ele fica feliz por ter novas habilidades. 🙂
A cronologia é mais ou menos essa, vale lembrar que cada bebê tem seu ritmo e essa lista é algo “aproximado”:
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É importante dizer também que existem bebês que não costumam dar indícios em todas as fases, eu mesma consegui perceber até agora somente essa das 12 semanas/3 meses.
Li também que a de 4 meses é a que os pais mais notam mudança no comportamento do bebê, vamos ver se sentirei isso também!

Aqui coloco uma descrição das fases que peguei no site Guia do Bebê (no fim do post colocarei o link das fontes):

5 semanas (1 mês): a visão do bebê melhora, ele consegue ver padrões em branco e preto, passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e consegue seguir objetos brevemente com os olhos. Passa ficar acordado por períodos um pouco maiores (cerca de 1 hora ou pouco mais entre as sonecas). É também nessa época que bebê começa a chorar com lágrimas e sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes.

8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar controlar estes membros. O bebê começa também a experimentar com sua voz. É também nessa fase que o bebê começa a mostrar um pouco de sua personalidade: é agora que os pais começam a reparar quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais o conforto do peito da mãe. Isso pode deixar a mãe preocupada se produz leite materno suficiente, o que não procede, já que a produção se ajusta à demanda.

12 semanas (quase 3 meses): o bebê descobre mais nuances da vida: nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho. Ao mesmo tempo que o bebê tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais.

19 semanas (4 meses e meio): por volta da 14ª. até a 17ª. semanas o bebê pode parecer mais ‘impaciente’. Esse é um dos saltos mais longos: dura cerca de 4 semanas, podendo porém se estender por até 6 semanas. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e colocá-lo na boca, passá-lo de uma mão para outra. Pode ganhar o primeiro dente. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos, consegue fazer alguns sons como ‘baba’, ‘dada’. Tudo cheira, soa e tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar pra frente ou pra trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.

Esse é um dos saltos de desenvolvimento mais significativos e em que um maior número de mães costuma relatar alterações no sono. Provavelmente porque o padrão de sono parecia entrar num ritmo desde que o bebê nasceu, e essa alteração é vista como uma ‘regressão’, na qual o bebê tende a acordar bastante por algumas semanas enquanto está trabalhando no salto. E uma vez que esse salto está completo há somente 1 ou 2 semanas antes de começar a trabalhar no próximo (das 26 semanas), é um longo período de sono ruim e bebê irritado nesse estágio da vida.

26 semanas (6 meses): Já na 23ª semana o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.

30 semanas (7 meses): o bebê tenta se jogar adiante para alcançar objetos, bate um objeto em outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente ansiedade com estranhos.

37 semanas (8 meses e meio): o bebê fica ‘temperamental’, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa, ou de exageradamente amoroso para ataques de raiva em questão de momentos. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não as tem! Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender que as coisas podem ser classificadas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala “mamá” e”papá” sem distinção de quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.

46 semanas (quase 11 meses): o bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer ‘falar’ no telefone e enfiar chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala “mamá” e “papá” para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, entende o “não” e instruções simples.

55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar – um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que “mama” e “papa”. Rabisca com giz.

Muito bem, agora que temos o conhecimento, bora aplicar toda a nossa paciência e carinho para que nessa fase o nosso filhote se sinta mais protegido e possa superar com felicidade e paz o desenvolvimento que adquiriu. 🙂

Fontes:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/pico-de-crescimento-e-salto-de.html
http://guiadobebe.uol.com.br/fases-de-crescimento-e-desenvolvimento-que-modificam-o-sono-do-bebe-e-da-crianca/

Surtei! O dia em que dei complemento

Quarta feira, dia 06 de maio de 2015. O dia em que surtei, achei que não tinha leite, achei que meu filho morria de fome, achei, achei, achei…

Vamos desde o início: o Pedro vinha, há uma semana, mamando de maneira muito agitada, dava a mama e ele mamava 4 minutos, e ficava impaciente… assim eu colocava pra arrotar, ele arrotava e queria mais, colocava na mesma mama e ele ficava sugando e saindo, todo irritado… Aí eu dava a outra mama e a história acima se repetia.

Vim levando assim, até que um dia a noite senti que minhas mamas não estava tão cheias, ele repetia o episódio mas ficou bem mais irritado, foi aí que tentei tirar com a bomba de extração e adivinhem: não saiu nada! Entrei em pânico, surtei, e a meia noite fiz meu marido ir comprar o complemento. Fiquei em prantos. Como assim eu não era capaz de produzir leite suficiente pro meu filho? Logo eu que no começo tinha tanto leite, mais tanto leite, que o Pedro pra não engasgar precisava mamar praticamente sentado e mesmo assim era engasgo atrás de engasgo…

Meu marido chegou, preparei 90ml de complemento, coloquei na mamadeira, fui dar pro Pedro e… bem, ele não conseguia pegar o bico, quando o leite ia pra boca ele jogava pra fora e ria, isso mesmo, ele RIA! Ria da cara de boba da mãe dele, do meu pânico, de toda aquela situação… Se não fosse o meu pânico teria filmado… Ele mamou no máximo 15ml mas desse jeito, jogando pra fora. Entrei em parafuso: ele tinha ou não tinha fome?

No dia seguinte, pesquisando (ah, a era da informação!) achei um artigo que falava sobre a crise dos 3 meses. E eu faço questão de colocar praticamente na íntegra porque, apesar da bebê citada ser uma menina, descreveu completamente o que eu passei.

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Traduzido este trecho de um livro maravilhoso, My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González, para o Grupo Virtual de Amamentação e gostaria de compartilhar com vocês. Se toda mãe soubesse disso, muito complemento seria evitado. 

Por volta dos dois ou três meses, dizíamos, os bebês já adquiriram tanta prática que podem mamar em apenas cinco ou sete minutos, alguns até em três. Caso ninguém tenha avisado à mãe que isso iria acontecer, se a tiverem enganado com os dez minutos, ela vai pensar que o seu filho não comeu o suficiente, tal como pensou:

“Tenho uma menina de quatro meses. O meu problema é que não sei se come o suficiente, visto que está apenas três a quatro minutos em cada peito, e tenho medo que seja porque não recebe leite suficiente. Quando tinha dois meses mamava uns dez minutos de um peito mais cinco do outro, e aumentava  de peso rapidamente; enquanto que agora desceu um pouco nas sua curva de crescimento. Agora noto que os meus peitos não estão tão cheios como antes, que até pingavam. O que me deixa preocupada é que nos primeiros minutos ela mama com força e rápido, e depois começa a pegar e largar o peito, não estando sossegada. Tenho de ir alternando as mamas e experimentar posições diferentes para que esteja uns dez minutos entre ambos. Pergunto se o faz porque quer mais ou não. Outra situação é que me parece e agora aguenta menos tempo de uma mamada para outra, especialmente à noite, que dormia cinco a seis horas seguidas e agora três ou quatro no máximo.O pediatra dela disse-me que eu posso começar dar-lhe leite artificial, mas eu tentei e não aceita, mesmo que seja outra pessoa a dar.”

Esta mãe explica perfeitamente todos os aspectos da “crise dos três meses”:
1. O bebê que antes mamava em dez minutos ou mais, agora acaba em cinco ou menos;
2. O peito, que antes estava cheio agora parece mais vazio;
3. O leite que pingava, já não pinga;
4. O aumento de peso está cada vez mais lento.

Tudo isso é perfeitamente normal. O inchaço do peito nas primeiras semanas tem pouco a ver com a quantidade de leite, é mais uma inflamação passageira quando as mamas começam a trabalhar. O inchaço e o “vazar” são “problemas de adaptação” e desaparecem quando a amamentação está comodamente estabelecida. E o aumento de peso é cada vez mais lento, é claro. Os bebês engordam cada mês um pouco menos que no mês anterior. Por isso é que as curvas de peso são curvas, senão seriam retas. Entre um mês e dois meses, as meninas que são amamentadas tendem a ganhar pouco mais de 400 gramas a 1.300 kg com uma média de pouco mais de 860 g passamos por alto o primeiro mês, porque ao haver uma perda e logo uma recuperação de peso, os números são muito variáveis.Se continuassem a aumentar ao mesmo ritmo, em um ano teriam entre 5 kg e mais de 15 kg, com uma média de 10 kg e pouco. De fato, no primeiro ano, as meninas ganham entre 4,5 kg e 6,5 kg, com uma média de 5,5kg. Ou seja, mesmo uma menina que ganhou no primeiro mês 500 g (o que para muitos pode parecer pouco, quando na realidade é normal) chegará a um momento que ainda vai ganhar menos. Os meninos tendem a ser um pouco maiores que as meninas.

Claro que o bebê não queria mamadeiras: não tinha fome. Infelizmente nem todos os bebês mostram este controle, e por vezes, principalmente se insistirem muito, aceitam uma mamadeira mesmo sem fome. Não faça o teste, só por acaso! Se alguém tivesse explicado à mãe o que aconteceria, não estaria nem um pouco preocupada. Mas esta mudança a apanhou de surpresa.

Mesmo que fosse surpreendida, se a mãe estivesse segura e confiante na sua capacidade de amamentar, não se teria preocupado. Porque a interpretação mais lógica e razoável para essas alterações seria: “Eu tenho tanto leite que a minha filha com três minutos tem o bastante”. Mas o medo do fracasso da amamentação é tão grande na nossa sociedade que, aconteça o que acontecer, a mãe sempre pensará (ou lhe dirão) que não tem leite.

Pois bem, foi dessa forma que eu conheci e pude ler sobre a crise dos 3 meses e olha, não existe só ela não! Abaixo coloco alguns links legais para ler sobre essas crises e de repente identificar melhor o que seu bebêzinho tem. Essa fase dos 3 meses eles ficam dessa maneira também porque começam a perceber que ele e a mãe não são a mesma pessoa, e aí começa a ansiedade dos nossos pequenos, medo de precisar de algo e não ser atendindo… medo da mamãe sumir… não dá uma dó?! Mas passa! A estimativa de tempo para essa crise é de aproximadamente 15 dias.

Ufa! A nossa “crise” já está com uma semana.
Força filho, falta apenas mais uma! Tudo vai ficar bem. ❤

Links e fontes:
http://www.bolsademulher.com/bebe/0-a-1-ano/materia/crescimento-dos-bebes-crise-dos-tres-meses
http://bebe.abril.com.br/materia/as-quatro-crises-do-crescimento-dos-bebes
http://www.deleitedopeito.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=62:a-crise-dos-3-meses&catid=902:artigos&Itemid=8
http://www.maternitycoach.com.br/amamentacao-temida-crise-dos-3-meses/

A polêmica: Dar ou não dar chupeta?

“A criança, especialmente em seu primeiro ano de vida, tem uma necessidade fisiológica de sucção. Além da amamentação, que garante a sua sobrevivência, a sucção também promove a liberação de endorfina, um hormônio que produz um efeito de modulação da dor, do humor e da ansiedade, provocando uma sensação de prazer e bem-estar ao bebê.”

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Vamos para mais um relato pessoal!
Antes de ser mãe eu nunca, nunca mesmo, me atentei a esse detalhe: se o bebê das outras pessoas chupavam ou não chupeta e nem tinha uma visão crítica sobre isso.

Foi quando, na gravidez, comecei a pesquisar e ler sobre muita coisa e cai nessa polêmica do “dar ou não dar a chupeta”. Li muito sobre e de verdade, achei que muita coisa era baboseira, afinal, quantas pessoas que eu conheço chuparam chupeta?! Mas a maternidade ensina, minhas amigas! Vivo falando isso por aqui… e quando foi para decidirmos em dar a chupeta ou não, eu de verdade não sabia se era o certo, se eu deveria, fiquei muito indecisa… mas, não deu, acabamos dando a chupeta sim e vou explicar o que aconteceu.

O Pedro, diferente de outros bebês que costumam sentir isso a partir do 15º dia, tinha bastante desconforto por conta dos gases desde a maternidade, se contorcia todo, ficava vermelho, cerrava os punhos mas felizmente nunca foi de chorar compulsivamente por isso. Segui a orientação do pediatra: contra cólicas dê colo e peito! Pois bem, era o que eu fazia… só que em uma das madrugadas (acho que ele tinha mais ou menos 1 semana) o Pedro não conseguia dormir, mamava, mamava, mamava e mamava e nada, ficava no colo e nada, e aí começou a se incomodar por conta do refluxo pois bebia muito leite e gorfava, gorfava tanto que pra mim aquilo era quase um vômito. E aí me bateu a preocupação do tipo: “ele jogou todo o leite fora? melhor dar de novo? ai meu Deus, isso vai começar a atrapalhar a amamentação dele”. Meu marido era contra o uso, mas diante desse dia, resolvemos dar, achamos que ia ser menos prejudicial ao desenvolvimento dele naquele momento.

Não acho que tenha sido a atitude mais correta, porém preferi essa a ter que recorrer a medicamentos para esses desconfortos que ele tinha, segundo o pediatra do Pedro os medicamentos em bebês devem ser evitados porque agem diretamente no fígado que ainda é muito novinho para receber essas cargas.

Hoje, ele precisa da chupeta pra dormir, ao pegar no sono mesmo ele larga. Tentamos dar a chupeta mais quando ele tem algum desconforto, como todo dia pela manhã em suas crises ainda dormindo, ao dar a chupeta ajuda ele a liberar os gases e mamar mais tranquilo.

Detalhe, ele já ensaiava chupar o próprio dedo, que ao meu ver seria pior!

“É importante ressaltar que a sucção digital (dedo), também não nutritiva, é mais prejudicial para a arcada dentária e fala que a chupeta, portanto deve ser evitada.”

Bom, mas a título de informação, a chupeta é prejudicial sim. Ajuda a ter um bebê calminho, que dorme melhor, e no meu caso graças a Deus não aconteceu nenhuma confusão de bico, mas existem outros milhares de malefícios causados.

Abaixo peguei em um link uma listagem de benefícios e malefícios da chupeta, e adianto, isso é uma decisão que cabe aos pais, não se sintam culpados caso não consigam, tentem não dar a chupeta em momentos que o bebê está calmo e assim ao precisar tirar será mais fácil (detalhe: há estudos que muitos bebês conseguem largar a chupeta até 1 ano, torça pra ser o meu e o seu caso, rs).

Argumentos a favor: efeitos benéficos do uso da chupeta

– Segundo alguns estudos recentes, o uso da chupeta pode ser um fator protetor de morte súbita do lactente durante o sono;
– Para alguns bebês, o uso da chupeta tem um efeito calmante e pacificador ajudando-os a adormecer e a lidar com as contrariedades com maior tranquilidade;
– O uso da chupeta evita que a criança chupe no dedo, hábito que os pais dificilmente conseguem fazer desaparecer;
– A chupeta pode ser útil na realização de exames ou outros procedimentos médicos porque proporciona distração ao bebê;
– O uso da chupeta pode ser útil para prevenir o desconforto dos ouvidos em viagens onde se registam mudanças de altitude.

Argumentos contra: efeitos negativos do uso da chupeta

– Pode aumentar a incidência de doenças como a otite média aguda e a candidíase oral (vulgarmente conhecida como “sapinhos”);
– Influência diretamente a forma como o recém-nascido “agarra” a mama o que afeta não só a qualidade da amamentação mas, também, a motivação da própria mãe em persistir na amamentação quando surgem dificuldades nos primeiros dias. Como consequência, a chupeta nunca deve ser oferecida ao recém-nascido antes de a amamentação estar completamente estabelecida (aqui eu até adiciono uma informação importante: o Pedro não teve dificuldades para fazer a pega correta desde a maternidade, portanto acho isso determinante para que, no meu caso, não tenha afetado a amamentação dele);
– Para a mãe, o fato de o bebé mamar menos vezes, diminui a estimulação mamária o que pode afetar a quantidade do leite produzido;
– A chupeta não deve ser usada como estratégia para evitar/adiar a mamada a pedido do bebê (isso nunca mesmo! jamais!);
– Se o uso da chupeta for permitido, e mesmo incentivado, durante o crescimento dos dentes de leite, pode provocar patologias dentárias e problemas na formação das arcadas que dificilmente serão corrigidos;
– O uso de chupeta, para além dos 2 anos, também influência negativamente o desenvolvimento das estruturas da fala (maxilares, dentes e posição da língua) o que pode provocar problemas futuros na dicção e na correta articulação fonética de algumas palavras.

Algumas questões práticas (e importantes) no uso da chupeta

– Se estiver a amamentar, não ofereça a chupeta até o bebê ter aprendido a pegar no peito.
– Deve substituir a chupeta de dois em dois meses e sempre que estiver gasta.
– A chupeta deve ser esterilizada até aos 4-6 meses. A partir dessa idade, pode apenas lavá-la em água corrente.
– Não se devem usar correntes para segurar a chupeta de modo a evitar o risco de estrangulamento.
– O uso da chupeta deve ser interrompido o mais cedo possível. Aos 2 anos e meio/3 anos no máximo a criança já não deverá usar chupeta (atualmente defende-se que a a chupeta só deve ser usada até 1 ano de idade). – Obs.: Eu já li em algum lugar que a necessidade da sucção, que falamos no começo do post, vai até 1 ano de idade por conta da fase oral, depois disso cai esse hábito.

Fontes:
http://www.maemequer.pt/a-vida-com-o-seu-bebe/pos-parto/recem-nascido/chupeta-usar-ou-nao-usar
http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2015/01/28/dar-ou-nao-chupeta-ao-bebe-nao-ha-consenso-entre-os-medicos.htm

Driblando a ansiedade: Brincadeiras para descobrir o sexo do bebê

Antes de engravidar, sempre dizia que faria o exame de sexagem fetal, que dá pra descobrir o sexo a partir da 8ª semana, mas tive a minha primeira prova de como nossa forma de pensar muda quando viramos mãe (e isso acontece desde o primeiro dia). Fiquei pensando que abrir um papel e saber o sexo do bebê de uma forma tão “impessoal” não seria tão emocionante como vê-lo na telinha e sentir aquela ansiedade de ouvir o médico dizer o que ele estava vendo (é lógico que é uma opinião pessoal e não condeno quem fez, claro!). Foi assim que decidi esperar para saber o sexo pelo ultrassom como a maioria da pessoas.

CLARO que isso não mudou a minha maneira de ser uma pessoa ansiosa ao extremo, por isso fiz vários testes e brincadeiras durante esse período.

Vou descrever as brincadeiras/testes que fiz e o resultados delas, por incrível que pareça, a maioria deu certo! E a mamãe também tinha o sentimento de que era um menino, a médica que fez meu ultrassom disse que a maioria não erra, então vale a pena dar valor ao nosso sexto sentido (que como mãe fica mais aguçado ainda).

menino-ou-menina

BRINCADEIRA DA CADEIRA (GARFO E COLHER)
Uma pessoa deve pegar 2 cadeiras e colocar embaixo do assento preso com fita crepe: uma colher e da outra um garfo. Chame a gestante e peça pra ela escolher um local e sentar, logo que ela sentar veja se era garfo ou colher na cadeira escolhida, garfo é menino e colher é menina.
Resultado do meu: MENINA.

BRINCADEIRA DA AGULHA
Uma pessoa deve pegar uma linha e passar na agulha, pedir que você estique a sua mão esquerda e, segurando pela linha, mirar a agulha na sua mão. A pessoa não deve mexer a agulha, precisa ficar com ela parada e a agulha deverá pender de um lado para outro ou girar em círculos. Caso ela faça o movimento de vai e vem é menino, se a movimentação for circular é menina.
Resultado do meu: MENINO.

TESTE DO SITE BABYCENTER
Quem não é a mulher que passou a adolescência fazendo milhares de testes das revistas, não é?! Hahaha.
Esse é bem nesse estilo, perguntas com múltipla escolha nas respostas e que dão o resultado mais provável. O legal é que tem até os motivos realizados em cima de pesquisas: aqui!
Resultado do meu: MENINO.

TABELA CHINESA
Existem milhares dessa tabela na internet, tomem cuidado pois elas apresentam diferenças entre elas. Eu peguei uma que a Ana Maria Braga usou em um programa dela (que foi editada visualmente) pois acredito que a emissora tenha feito algum tipo de pesquisa pra divulgar a correta.

A história é interessante: A tabela existe há mais de 700 anos e a tradição diz que ela foi enterrada em uma tumba de uma família real da China. Atualmente a tabela original está no Instituto de Ciência de Pequim. Nos países do oriente, o uso é muito difundido e estima-se que o índice de acerto pode chegar até 93%.

Bastante essa porcentagem de acerto, né?!
Resultado da minha: MENINO.

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E aí, dá pra matar um pouco o que está te “matando”?
Boa sorte nessa fase deliciosa, eu sinto saudades. 🙂