A polêmica: Dar ou não dar chupeta?

“A criança, especialmente em seu primeiro ano de vida, tem uma necessidade fisiológica de sucção. Além da amamentação, que garante a sua sobrevivência, a sucção também promove a liberação de endorfina, um hormônio que produz um efeito de modulação da dor, do humor e da ansiedade, provocando uma sensação de prazer e bem-estar ao bebê.”

bebe-chupeta

Vamos para mais um relato pessoal!
Antes de ser mãe eu nunca, nunca mesmo, me atentei a esse detalhe: se o bebê das outras pessoas chupavam ou não chupeta e nem tinha uma visão crítica sobre isso.

Foi quando, na gravidez, comecei a pesquisar e ler sobre muita coisa e cai nessa polêmica do “dar ou não dar a chupeta”. Li muito sobre e de verdade, achei que muita coisa era baboseira, afinal, quantas pessoas que eu conheço chuparam chupeta?! Mas a maternidade ensina, minhas amigas! Vivo falando isso por aqui… e quando foi para decidirmos em dar a chupeta ou não, eu de verdade não sabia se era o certo, se eu deveria, fiquei muito indecisa… mas, não deu, acabamos dando a chupeta sim e vou explicar o que aconteceu.

O Pedro, diferente de outros bebês que costumam sentir isso a partir do 15º dia, tinha bastante desconforto por conta dos gases desde a maternidade, se contorcia todo, ficava vermelho, cerrava os punhos mas felizmente nunca foi de chorar compulsivamente por isso. Segui a orientação do pediatra: contra cólicas dê colo e peito! Pois bem, era o que eu fazia… só que em uma das madrugadas (acho que ele tinha mais ou menos 1 semana) o Pedro não conseguia dormir, mamava, mamava, mamava e mamava e nada, ficava no colo e nada, e aí começou a se incomodar por conta do refluxo pois bebia muito leite e gorfava, gorfava tanto que pra mim aquilo era quase um vômito. E aí me bateu a preocupação do tipo: “ele jogou todo o leite fora? melhor dar de novo? ai meu Deus, isso vai começar a atrapalhar a amamentação dele”. Meu marido era contra o uso, mas diante desse dia, resolvemos dar, achamos que ia ser menos prejudicial ao desenvolvimento dele naquele momento.

Não acho que tenha sido a atitude mais correta, porém preferi essa a ter que recorrer a medicamentos para esses desconfortos que ele tinha, segundo o pediatra do Pedro os medicamentos em bebês devem ser evitados porque agem diretamente no fígado que ainda é muito novinho para receber essas cargas.

Hoje, ele precisa da chupeta pra dormir, ao pegar no sono mesmo ele larga. Tentamos dar a chupeta mais quando ele tem algum desconforto, como todo dia pela manhã em suas crises ainda dormindo, ao dar a chupeta ajuda ele a liberar os gases e mamar mais tranquilo.

Detalhe, ele já ensaiava chupar o próprio dedo, que ao meu ver seria pior!

“É importante ressaltar que a sucção digital (dedo), também não nutritiva, é mais prejudicial para a arcada dentária e fala que a chupeta, portanto deve ser evitada.”

Bom, mas a título de informação, a chupeta é prejudicial sim. Ajuda a ter um bebê calminho, que dorme melhor, e no meu caso graças a Deus não aconteceu nenhuma confusão de bico, mas existem outros milhares de malefícios causados.

Abaixo peguei em um link uma listagem de benefícios e malefícios da chupeta, e adianto, isso é uma decisão que cabe aos pais, não se sintam culpados caso não consigam, tentem não dar a chupeta em momentos que o bebê está calmo e assim ao precisar tirar será mais fácil (detalhe: há estudos que muitos bebês conseguem largar a chupeta até 1 ano, torça pra ser o meu e o seu caso, rs).

Argumentos a favor: efeitos benéficos do uso da chupeta

– Segundo alguns estudos recentes, o uso da chupeta pode ser um fator protetor de morte súbita do lactente durante o sono;
– Para alguns bebês, o uso da chupeta tem um efeito calmante e pacificador ajudando-os a adormecer e a lidar com as contrariedades com maior tranquilidade;
– O uso da chupeta evita que a criança chupe no dedo, hábito que os pais dificilmente conseguem fazer desaparecer;
– A chupeta pode ser útil na realização de exames ou outros procedimentos médicos porque proporciona distração ao bebê;
– O uso da chupeta pode ser útil para prevenir o desconforto dos ouvidos em viagens onde se registam mudanças de altitude.

Argumentos contra: efeitos negativos do uso da chupeta

– Pode aumentar a incidência de doenças como a otite média aguda e a candidíase oral (vulgarmente conhecida como “sapinhos”);
– Influência diretamente a forma como o recém-nascido “agarra” a mama o que afeta não só a qualidade da amamentação mas, também, a motivação da própria mãe em persistir na amamentação quando surgem dificuldades nos primeiros dias. Como consequência, a chupeta nunca deve ser oferecida ao recém-nascido antes de a amamentação estar completamente estabelecida (aqui eu até adiciono uma informação importante: o Pedro não teve dificuldades para fazer a pega correta desde a maternidade, portanto acho isso determinante para que, no meu caso, não tenha afetado a amamentação dele);
– Para a mãe, o fato de o bebé mamar menos vezes, diminui a estimulação mamária o que pode afetar a quantidade do leite produzido;
– A chupeta não deve ser usada como estratégia para evitar/adiar a mamada a pedido do bebê (isso nunca mesmo! jamais!);
– Se o uso da chupeta for permitido, e mesmo incentivado, durante o crescimento dos dentes de leite, pode provocar patologias dentárias e problemas na formação das arcadas que dificilmente serão corrigidos;
– O uso de chupeta, para além dos 2 anos, também influência negativamente o desenvolvimento das estruturas da fala (maxilares, dentes e posição da língua) o que pode provocar problemas futuros na dicção e na correta articulação fonética de algumas palavras.

Algumas questões práticas (e importantes) no uso da chupeta

– Se estiver a amamentar, não ofereça a chupeta até o bebê ter aprendido a pegar no peito.
– Deve substituir a chupeta de dois em dois meses e sempre que estiver gasta.
– A chupeta deve ser esterilizada até aos 4-6 meses. A partir dessa idade, pode apenas lavá-la em água corrente.
– Não se devem usar correntes para segurar a chupeta de modo a evitar o risco de estrangulamento.
– O uso da chupeta deve ser interrompido o mais cedo possível. Aos 2 anos e meio/3 anos no máximo a criança já não deverá usar chupeta (atualmente defende-se que a a chupeta só deve ser usada até 1 ano de idade). – Obs.: Eu já li em algum lugar que a necessidade da sucção, que falamos no começo do post, vai até 1 ano de idade por conta da fase oral, depois disso cai esse hábito.

Fontes:
http://www.maemequer.pt/a-vida-com-o-seu-bebe/pos-parto/recem-nascido/chupeta-usar-ou-nao-usar
http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2015/01/28/dar-ou-nao-chupeta-ao-bebe-nao-ha-consenso-entre-os-medicos.htm

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