Crise dos 8 meses: a angústia da separação

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O Pedro sempre foi um bebê calmo e tranquilo. Desde que completou seus 7 meses ele ficou mais choroso, “manhoso” e muito apegado a mim. É só eu sair de perto e pronto, berreiro na certa!

Se ele se distrai com algo, é só me ver de novo e pronto! Até no colo de pessoas que ele está acostumado a ficar sozinho, como a minha sogra, ele me vê e faz uma “manha” (entre aspas pois, ao contrário do que muita gente pensa, o bebê nessa idade não sabe fazer manha, é preciso lembrar que eles não falam e por isso comunicam suas vontades através do choro, se ele falasse nesses momentos com certeza me chamaria em vez de chorar).

Foi aí que comecei a pesquisar sobre a “ansiedade da separação”, “angústia da separação” ou ainda “crise dos 8 meses”, fase em que o bebê percebe que ele e a mamãe são pessoas distintas, essa fase pode começar a partir do sexto mês, em alguns bebês começa mais cedo e em outros mais tarde, até o nono mês.

É um período que exige bastante paciência e amor da mamãe pois, como a mãe representa a proteção desde seu nascimento, o fato dela sair de perto faz com que o bebê se sinta inseguro e ansioso pela sua volta, e ainda mais: ele fica angustiado achando que ela pode não voltar.

Segundo meu pediatra, o cérebro do bebê ainda não possui a capacidade de formar imagens mentais, então quando a mãe sai do campo visual do bebê é como ela deixasse de existir pra ele, você consegue pensar naqueles momentos em que você fica “sem chão”?! Penso que é mais ou menos assim que nossos pequenos se sentem! Não é de cortar o coração?

Dizem que essa fase pode alterar também o sono noturno e o apetite, o que no meu caso não aconteceu, o que prova que cada bebê sente e demonstra a sua maneira!

É uma fase que pode durar semanas ou meses, como não existe um padrão é importante pesquisar sobre o assunto para saber se seu pequeno não está passando por isso. No final do post vou colocar um link que gostei muito para vocês lerem! O que achei mais interessante (e morri de dó!) é a parte que menciona que a dor que eles sentem nesse momento de angústia coma ausência dos pais ativa no cérebro a mesma área da dor física, ou seja, ele sente dor mesmo!!! 😦

O que fazer nessa fase?
Em uma das páginas da minha pesquisa gostei bastante desse texto (e coloquei o link nas fontes abaixo do post), que vou reproduzir aqui:

1- Pratique separações rápidas e diárias

Durante seus dias juntos crie oportunidades de expor seu bebê a separações visuais breves, seguras e rápidas (brincar de esconder o rosto e logo reaparecer é ótimo, eles adoram!). Esse processo é particularlmente útil para bebês super grudados ou ‘high needs’, que precisam estar muito perto de você o tempo todo. Comece incentivando que seu bebê brinque com um brinquedo interessante ou outra pessoa. Quando seu bebê estiver feliz e distraído com o brinquedo ou pessoa, caminhe calmamente e lentamente para outro quarto. Assobie, cante, murmure uma canção ou fale, de modo que seu bebê sabia que você ainda está por perto, mesmo que não possa te ver. Pratique essas separações breves algumas vezes ao dia numa variedade de situações diferentes.

2- Evite a transferência de colo para colo

É muito comum passar o bebê do colo de um cuidador para outro. O problema é que cria ansiedade no bebê sair da segurança dos braços da mãe e ser fisicamente transferido para os braços de outra pessoa que lhe é menos familiar. Essa separação física é a mais extrema na mente do bebê e que mais traz ansiedade de separação.

Para reduzir as sensações físicas de ansiedade que são produzidas na transferência de um bebê dos braços de uma pessoa para outra, faça a mudança com seu bebê num lugar neutro, como o bebê brincando no chão ou sentado numa cadeirinha, cadeirão de alimentação ou bebê conforto. Peça para o cuidador sentar do lado de seu bebê e interagir com ele, enquanto isso você fala um ‘tchau’ rápido porém positivo, num tom feliz. Assim que você sair é um bom momento para o cuidador pegar seu bebê no colo.

A vantagem é que o cuidador vai ser colocado na posição de ‘salvador’ e isso pode ajudá-los nessa relação.

3- Entenda a ansiedade de separação como um sinal positivo!

É perfeitamente normal – até maravilhoso- que seu filho tenha esse bom apego e que ele/ela desejem essa proximidade contigo e sua presença constante.

Parabéns! Isso é evidência de que o laço afetivo que você criou desde o início está seguro. Então ignore educamente as pessoas que te dizem o oposto.

Além das dicas acima (que podem dar certo ou não pois cada bebê tem a sua personalidade) não há muito o que fazer além de dar muita atenção, carinho e amor para o pequeno e mentalizar o mantra mais usado pelas mamães: “isso vai passar”.  ❤

Boa sorte para todas nós!

Fontes:
http://maternarconsciente.blogspot.com.br/2011/04/as-separacoes-e-crise-dos-oito-meses.html
https://www.facebook.com/notes/solu%C3%A7%C3%B5es-para-noites-sem-choro/tr%C3%AAs-maneiras-de-reduzir-a-ang%C3%BAstiaansiedade-da-separa%C3%A7%C3%A3o/527144420643305

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Saltos de Desenvolvimento: por dentro da mudança repentina do seu bebê

Ontem, dia 13, o Pedro fez 3 meses.
Há alguns dias atrás escrevi sobre a crise dos 3 meses aqui mesmo, para falar da mudança do Pedro na hora de mamar, porém também pude observar que nesses últimos dias ele tem mudado também o seu comportamento. Pedro é um bebê super tranquilo como já relatei algumas vezes aqui, só que tem andado muito chorão, querendo mais colo, especialmente comigo.

Foi aí que, como já tinha lido há um tempo, fui procurar de novo sobre o tema: saltos de desenvolvimento e como faz um tempo que o Pedro está assim acredito que estamos passando pela fase das 12 semanas (como podem durar dias e tem uma variação de bebê para bebê acredito que seja essa).

Bom, falando sobre a definição:

Os bebês não crescem de forma regular, então eles em determinados momentos têm os seus saltos de desenvolvimento.
“No período que imediatamente antecede um salto de desenvolvimento o bebê repentinamente pode se sentir disperso à mudanças nos sistemas perceptivo e cognitivo que não foram adaptadas ainda no organismo.”

Então o bebê tende a se sentir inseguro e voltar sempre pro seu “porto seguro”, ou seja, a mamãezinha. Esses momentos de insegurança fazem com que ele peça mais colo e consequentemente também afetam apetite e o sono (no caso do Pedro o sono afetou no sentido que ele demora mais pra dormir a noite, briga mais com o sono e o apetite ao meu ver está menor, mas existem casos que o bebê pode mamar mais em vez de menos).

Essas fases costumam durar algumas semanas mas depois que o bebê supera ele fica feliz por ter novas habilidades. 🙂
A cronologia é mais ou menos essa, vale lembrar que cada bebê tem seu ritmo e essa lista é algo “aproximado”:
saltos-desenvolvimento

É importante dizer também que existem bebês que não costumam dar indícios em todas as fases, eu mesma consegui perceber até agora somente essa das 12 semanas/3 meses.
Li também que a de 4 meses é a que os pais mais notam mudança no comportamento do bebê, vamos ver se sentirei isso também!

Aqui coloco uma descrição das fases que peguei no site Guia do Bebê (no fim do post colocarei o link das fontes):

5 semanas (1 mês): a visão do bebê melhora, ele consegue ver padrões em branco e preto, passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e consegue seguir objetos brevemente com os olhos. Passa ficar acordado por períodos um pouco maiores (cerca de 1 hora ou pouco mais entre as sonecas). É também nessa época que bebê começa a chorar com lágrimas e sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes.

8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar controlar estes membros. O bebê começa também a experimentar com sua voz. É também nessa fase que o bebê começa a mostrar um pouco de sua personalidade: é agora que os pais começam a reparar quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais o conforto do peito da mãe. Isso pode deixar a mãe preocupada se produz leite materno suficiente, o que não procede, já que a produção se ajusta à demanda.

12 semanas (quase 3 meses): o bebê descobre mais nuances da vida: nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho. Ao mesmo tempo que o bebê tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais.

19 semanas (4 meses e meio): por volta da 14ª. até a 17ª. semanas o bebê pode parecer mais ‘impaciente’. Esse é um dos saltos mais longos: dura cerca de 4 semanas, podendo porém se estender por até 6 semanas. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e colocá-lo na boca, passá-lo de uma mão para outra. Pode ganhar o primeiro dente. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos, consegue fazer alguns sons como ‘baba’, ‘dada’. Tudo cheira, soa e tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar pra frente ou pra trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.

Esse é um dos saltos de desenvolvimento mais significativos e em que um maior número de mães costuma relatar alterações no sono. Provavelmente porque o padrão de sono parecia entrar num ritmo desde que o bebê nasceu, e essa alteração é vista como uma ‘regressão’, na qual o bebê tende a acordar bastante por algumas semanas enquanto está trabalhando no salto. E uma vez que esse salto está completo há somente 1 ou 2 semanas antes de começar a trabalhar no próximo (das 26 semanas), é um longo período de sono ruim e bebê irritado nesse estágio da vida.

26 semanas (6 meses): Já na 23ª semana o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.

30 semanas (7 meses): o bebê tenta se jogar adiante para alcançar objetos, bate um objeto em outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente ansiedade com estranhos.

37 semanas (8 meses e meio): o bebê fica ‘temperamental’, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa, ou de exageradamente amoroso para ataques de raiva em questão de momentos. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não as tem! Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender que as coisas podem ser classificadas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala “mamá” e”papá” sem distinção de quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.

46 semanas (quase 11 meses): o bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer ‘falar’ no telefone e enfiar chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala “mamá” e “papá” para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, entende o “não” e instruções simples.

55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar – um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que “mama” e “papa”. Rabisca com giz.

Muito bem, agora que temos o conhecimento, bora aplicar toda a nossa paciência e carinho para que nessa fase o nosso filhote se sinta mais protegido e possa superar com felicidade e paz o desenvolvimento que adquiriu. 🙂

Fontes:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/pico-de-crescimento-e-salto-de.html
http://guiadobebe.uol.com.br/fases-de-crescimento-e-desenvolvimento-que-modificam-o-sono-do-bebe-e-da-crianca/

Surtei! O dia em que dei complemento

Quarta feira, dia 06 de maio de 2015. O dia em que surtei, achei que não tinha leite, achei que meu filho morria de fome, achei, achei, achei…

Vamos desde o início: o Pedro vinha, há uma semana, mamando de maneira muito agitada, dava a mama e ele mamava 4 minutos, e ficava impaciente… assim eu colocava pra arrotar, ele arrotava e queria mais, colocava na mesma mama e ele ficava sugando e saindo, todo irritado… Aí eu dava a outra mama e a história acima se repetia.

Vim levando assim, até que um dia a noite senti que minhas mamas não estava tão cheias, ele repetia o episódio mas ficou bem mais irritado, foi aí que tentei tirar com a bomba de extração e adivinhem: não saiu nada! Entrei em pânico, surtei, e a meia noite fiz meu marido ir comprar o complemento. Fiquei em prantos. Como assim eu não era capaz de produzir leite suficiente pro meu filho? Logo eu que no começo tinha tanto leite, mais tanto leite, que o Pedro pra não engasgar precisava mamar praticamente sentado e mesmo assim era engasgo atrás de engasgo…

Meu marido chegou, preparei 90ml de complemento, coloquei na mamadeira, fui dar pro Pedro e… bem, ele não conseguia pegar o bico, quando o leite ia pra boca ele jogava pra fora e ria, isso mesmo, ele RIA! Ria da cara de boba da mãe dele, do meu pânico, de toda aquela situação… Se não fosse o meu pânico teria filmado… Ele mamou no máximo 15ml mas desse jeito, jogando pra fora. Entrei em parafuso: ele tinha ou não tinha fome?

No dia seguinte, pesquisando (ah, a era da informação!) achei um artigo que falava sobre a crise dos 3 meses. E eu faço questão de colocar praticamente na íntegra porque, apesar da bebê citada ser uma menina, descreveu completamente o que eu passei.

crise-3-meses

Traduzido este trecho de um livro maravilhoso, My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González, para o Grupo Virtual de Amamentação e gostaria de compartilhar com vocês. Se toda mãe soubesse disso, muito complemento seria evitado. 

Por volta dos dois ou três meses, dizíamos, os bebês já adquiriram tanta prática que podem mamar em apenas cinco ou sete minutos, alguns até em três. Caso ninguém tenha avisado à mãe que isso iria acontecer, se a tiverem enganado com os dez minutos, ela vai pensar que o seu filho não comeu o suficiente, tal como pensou:

“Tenho uma menina de quatro meses. O meu problema é que não sei se come o suficiente, visto que está apenas três a quatro minutos em cada peito, e tenho medo que seja porque não recebe leite suficiente. Quando tinha dois meses mamava uns dez minutos de um peito mais cinco do outro, e aumentava  de peso rapidamente; enquanto que agora desceu um pouco nas sua curva de crescimento. Agora noto que os meus peitos não estão tão cheios como antes, que até pingavam. O que me deixa preocupada é que nos primeiros minutos ela mama com força e rápido, e depois começa a pegar e largar o peito, não estando sossegada. Tenho de ir alternando as mamas e experimentar posições diferentes para que esteja uns dez minutos entre ambos. Pergunto se o faz porque quer mais ou não. Outra situação é que me parece e agora aguenta menos tempo de uma mamada para outra, especialmente à noite, que dormia cinco a seis horas seguidas e agora três ou quatro no máximo.O pediatra dela disse-me que eu posso começar dar-lhe leite artificial, mas eu tentei e não aceita, mesmo que seja outra pessoa a dar.”

Esta mãe explica perfeitamente todos os aspectos da “crise dos três meses”:
1. O bebê que antes mamava em dez minutos ou mais, agora acaba em cinco ou menos;
2. O peito, que antes estava cheio agora parece mais vazio;
3. O leite que pingava, já não pinga;
4. O aumento de peso está cada vez mais lento.

Tudo isso é perfeitamente normal. O inchaço do peito nas primeiras semanas tem pouco a ver com a quantidade de leite, é mais uma inflamação passageira quando as mamas começam a trabalhar. O inchaço e o “vazar” são “problemas de adaptação” e desaparecem quando a amamentação está comodamente estabelecida. E o aumento de peso é cada vez mais lento, é claro. Os bebês engordam cada mês um pouco menos que no mês anterior. Por isso é que as curvas de peso são curvas, senão seriam retas. Entre um mês e dois meses, as meninas que são amamentadas tendem a ganhar pouco mais de 400 gramas a 1.300 kg com uma média de pouco mais de 860 g passamos por alto o primeiro mês, porque ao haver uma perda e logo uma recuperação de peso, os números são muito variáveis.Se continuassem a aumentar ao mesmo ritmo, em um ano teriam entre 5 kg e mais de 15 kg, com uma média de 10 kg e pouco. De fato, no primeiro ano, as meninas ganham entre 4,5 kg e 6,5 kg, com uma média de 5,5kg. Ou seja, mesmo uma menina que ganhou no primeiro mês 500 g (o que para muitos pode parecer pouco, quando na realidade é normal) chegará a um momento que ainda vai ganhar menos. Os meninos tendem a ser um pouco maiores que as meninas.

Claro que o bebê não queria mamadeiras: não tinha fome. Infelizmente nem todos os bebês mostram este controle, e por vezes, principalmente se insistirem muito, aceitam uma mamadeira mesmo sem fome. Não faça o teste, só por acaso! Se alguém tivesse explicado à mãe o que aconteceria, não estaria nem um pouco preocupada. Mas esta mudança a apanhou de surpresa.

Mesmo que fosse surpreendida, se a mãe estivesse segura e confiante na sua capacidade de amamentar, não se teria preocupado. Porque a interpretação mais lógica e razoável para essas alterações seria: “Eu tenho tanto leite que a minha filha com três minutos tem o bastante”. Mas o medo do fracasso da amamentação é tão grande na nossa sociedade que, aconteça o que acontecer, a mãe sempre pensará (ou lhe dirão) que não tem leite.

Pois bem, foi dessa forma que eu conheci e pude ler sobre a crise dos 3 meses e olha, não existe só ela não! Abaixo coloco alguns links legais para ler sobre essas crises e de repente identificar melhor o que seu bebêzinho tem. Essa fase dos 3 meses eles ficam dessa maneira também porque começam a perceber que ele e a mãe não são a mesma pessoa, e aí começa a ansiedade dos nossos pequenos, medo de precisar de algo e não ser atendindo… medo da mamãe sumir… não dá uma dó?! Mas passa! A estimativa de tempo para essa crise é de aproximadamente 15 dias.

Ufa! A nossa “crise” já está com uma semana.
Força filho, falta apenas mais uma! Tudo vai ficar bem. ❤

Links e fontes:
http://www.bolsademulher.com/bebe/0-a-1-ano/materia/crescimento-dos-bebes-crise-dos-tres-meses
http://bebe.abril.com.br/materia/as-quatro-crises-do-crescimento-dos-bebes
http://www.deleitedopeito.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=62:a-crise-dos-3-meses&catid=902:artigos&Itemid=8
http://www.maternitycoach.com.br/amamentacao-temida-crise-dos-3-meses/