Coisas que aprendemos e/ou fazemos depois que nos tornamos mães

Aqui vai uma lista de coisas engraçadas que aprendemos com a maternidade, essa lista é baseada na minha pequena vivência de mãe até agora, e você tem algum para acrescentar? 🙂

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– Bebês peidam alto! E facilmente pode ser confundido com o pum de um adulto! Eu ficava torcendo para ele não fazer isso em local público (já pensou dentro de um elevador?) pois certeza que achariam que era a mãe, né?! Hahaha

– A felicidade de ver coco em uma fralda é algo que não é muito fácil de explicar (?!), mas traz uma paz saber que está tudo correndo bem com o corpinho do seu bebê e que estamos fazendo bem o nosso trabalho, especialmente após a introdução alimentar.

– Sabia que tosses e espirros são atitudes totalmente controladas? Depois de mãe você aprende!!! Tudo pra não acordar o bebê! É preciso muito controle da mente e do corpo mas é possível! Para tosses beber água no momento ajuda! :p

– A arte de falar baixo o tempo todo quando o bebê está dormindo mesmo quando está em outro cômodo como se ele estivesse no seu colo e só depois de um tempo perceber isso!

– Sabe a Dona Aranha? O Seu Lobato? A Galinha Pintadinha e o Galo Carijó? Serão seus ótimos companheiros e você não deixará de lembrar de suas “lindas” músicas um só dia. Inclusive em lugares inusitados como: o seu banho.

– Você falará com estranhos que brincarem com seu filho como se fosse o bebê falando, e ainda mais, justificará a cara fechada dele se ele não quiser dar um sorriso… como se precisasse de justificativa!

– Você não terá medo de parecer ridícula e fará de tudo para seu bebê comer toda a papinha, até mesmo imitar um macaco (com sons e gestos). Ainda bem que não tem circuito de câmeras em casa!

– Dentro de ti habita uma profissional do circo, desde acrobacias para o bebê não acordar a palhaçadas para arrancar gargalhadas do seu mais especial expectador.

E assim vamos descobrindo nossas várias habilidades dentro de uma habilidade só, a especial habilidade de ser mãe. ❤

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Crise dos 8 meses: a angústia da separação

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O Pedro sempre foi um bebê calmo e tranquilo. Desde que completou seus 7 meses ele ficou mais choroso, “manhoso” e muito apegado a mim. É só eu sair de perto e pronto, berreiro na certa!

Se ele se distrai com algo, é só me ver de novo e pronto! Até no colo de pessoas que ele está acostumado a ficar sozinho, como a minha sogra, ele me vê e faz uma “manha” (entre aspas pois, ao contrário do que muita gente pensa, o bebê nessa idade não sabe fazer manha, é preciso lembrar que eles não falam e por isso comunicam suas vontades através do choro, se ele falasse nesses momentos com certeza me chamaria em vez de chorar).

Foi aí que comecei a pesquisar sobre a “ansiedade da separação”, “angústia da separação” ou ainda “crise dos 8 meses”, fase em que o bebê percebe que ele e a mamãe são pessoas distintas, essa fase pode começar a partir do sexto mês, em alguns bebês começa mais cedo e em outros mais tarde, até o nono mês.

É um período que exige bastante paciência e amor da mamãe pois, como a mãe representa a proteção desde seu nascimento, o fato dela sair de perto faz com que o bebê se sinta inseguro e ansioso pela sua volta, e ainda mais: ele fica angustiado achando que ela pode não voltar.

Segundo meu pediatra, o cérebro do bebê ainda não possui a capacidade de formar imagens mentais, então quando a mãe sai do campo visual do bebê é como ela deixasse de existir pra ele, você consegue pensar naqueles momentos em que você fica “sem chão”?! Penso que é mais ou menos assim que nossos pequenos se sentem! Não é de cortar o coração?

Dizem que essa fase pode alterar também o sono noturno e o apetite, o que no meu caso não aconteceu, o que prova que cada bebê sente e demonstra a sua maneira!

É uma fase que pode durar semanas ou meses, como não existe um padrão é importante pesquisar sobre o assunto para saber se seu pequeno não está passando por isso. No final do post vou colocar um link que gostei muito para vocês lerem! O que achei mais interessante (e morri de dó!) é a parte que menciona que a dor que eles sentem nesse momento de angústia coma ausência dos pais ativa no cérebro a mesma área da dor física, ou seja, ele sente dor mesmo!!! 😦

O que fazer nessa fase?
Em uma das páginas da minha pesquisa gostei bastante desse texto (e coloquei o link nas fontes abaixo do post), que vou reproduzir aqui:

1- Pratique separações rápidas e diárias

Durante seus dias juntos crie oportunidades de expor seu bebê a separações visuais breves, seguras e rápidas (brincar de esconder o rosto e logo reaparecer é ótimo, eles adoram!). Esse processo é particularlmente útil para bebês super grudados ou ‘high needs’, que precisam estar muito perto de você o tempo todo. Comece incentivando que seu bebê brinque com um brinquedo interessante ou outra pessoa. Quando seu bebê estiver feliz e distraído com o brinquedo ou pessoa, caminhe calmamente e lentamente para outro quarto. Assobie, cante, murmure uma canção ou fale, de modo que seu bebê sabia que você ainda está por perto, mesmo que não possa te ver. Pratique essas separações breves algumas vezes ao dia numa variedade de situações diferentes.

2- Evite a transferência de colo para colo

É muito comum passar o bebê do colo de um cuidador para outro. O problema é que cria ansiedade no bebê sair da segurança dos braços da mãe e ser fisicamente transferido para os braços de outra pessoa que lhe é menos familiar. Essa separação física é a mais extrema na mente do bebê e que mais traz ansiedade de separação.

Para reduzir as sensações físicas de ansiedade que são produzidas na transferência de um bebê dos braços de uma pessoa para outra, faça a mudança com seu bebê num lugar neutro, como o bebê brincando no chão ou sentado numa cadeirinha, cadeirão de alimentação ou bebê conforto. Peça para o cuidador sentar do lado de seu bebê e interagir com ele, enquanto isso você fala um ‘tchau’ rápido porém positivo, num tom feliz. Assim que você sair é um bom momento para o cuidador pegar seu bebê no colo.

A vantagem é que o cuidador vai ser colocado na posição de ‘salvador’ e isso pode ajudá-los nessa relação.

3- Entenda a ansiedade de separação como um sinal positivo!

É perfeitamente normal – até maravilhoso- que seu filho tenha esse bom apego e que ele/ela desejem essa proximidade contigo e sua presença constante.

Parabéns! Isso é evidência de que o laço afetivo que você criou desde o início está seguro. Então ignore educamente as pessoas que te dizem o oposto.

Além das dicas acima (que podem dar certo ou não pois cada bebê tem a sua personalidade) não há muito o que fazer além de dar muita atenção, carinho e amor para o pequeno e mentalizar o mantra mais usado pelas mamães: “isso vai passar”.  ❤

Boa sorte para todas nós!

Fontes:
http://maternarconsciente.blogspot.com.br/2011/04/as-separacoes-e-crise-dos-oito-meses.html
https://www.facebook.com/notes/solu%C3%A7%C3%B5es-para-noites-sem-choro/tr%C3%AAs-maneiras-de-reduzir-a-ang%C3%BAstiaansiedade-da-separa%C3%A7%C3%A3o/527144420643305

Desafio superado: amamentar até o sexto mês

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Faz tempo que estou para escrever sobre isso aqui no blog. Então vamos lá: Consegui! Consegui levar a amamentação praticamente exclusiva até o sexto mês, digo praticamente pois comecei a introdução de frutas com 5m15d (por opção minha e contra meu pediatra, mas queria estar presente na ingestão dos primeiros sabores e como voltaria a trabalhar antes dos 6m decidi por começar antes).

O meu relato é assim: parece simples mas não é! Amamentar traz muitas inseguranças para nós mamães, tive uma adaptação tranqüilíssima (contei aqui) porém dúvidas foram surgindo no meio do caminho e várias vezes pensei em complementar o bebê mesmo ele ganhando peso suficiente! Para vocês verem até onde vai a neura de uma mãe de primeira viagem.

No início eu tinha leite pra meio batalhão, jorrava, depois do banho o marido precisava vir colocar o absorvente de seio enquanto eu colocava o sutiã porque senão eu me sujava toda de leite… Cheguei a ter febre e quase mastite! Um dia o peito encheu tanto que nem o bebê conseguia pegar o bico, uma loucura! Já li que é normal, pois no começo as glândulas começam a produzir freneticamente sem parar!
De repente… Perto de 3 meses o meu leite adequou-se a demanda e aí começaram as neuras de que eu não tinha leite suficiente… Escrevi um pouco sobre isso aqui, quando relatei a crise dos 3 meses.

Amamentar é cansativo, exige uma energia fora do comum (700 calorias por dia, o mesmo que 1 hora de corrida) e bastante disposição mas é uma DELÍCIA. A troca de carinho e proximidade que se cria com o filho é algo surreal. Cheguei a chorar algumas vezes pensando que teria que parar por conta das minhas neuras, parece besteira mas a gente se sente incapaz… incapaz de alimentar o próprio filho e isso machuca! Homens nunca entenderão, nos meus surtos meu marido não entendia, pra ele era dar o complemento e pronto, sem nenhum remorso, nenhuma culpa, nenhuma dor… Não culpo ele, é muito difícil descrever o prazer de amamentar para outra pessoa, imagina para o sexo masculino!

Mãe é um bicho de sentimentos contraditórios mesmo… Na primeira vez que apresentamos a mamadeira e o complemento (agora pra valer pois voltaria a trabalhar) o Pedro pegou de primeira!!! Mamou tudo sem largar… Quem deu foi a vovó, a mãe ficou escondida pra não atrapalhar… E deu tudo certo! Ao ver que ele nem estranhou… fiquei chateada, chateada por ele aceitar a troca tão fácil (e antes tava com medo dele não aceitar de jeito nenhum), dá pra entender a cabeça de uma mãe? Nem eu me entendo! rs…

E aqui estamos, já com a introdução alimentar, rumo ao oitavo mês de amamentação (firmes e fortes) e agora com dentinhos! Hahaha, seja o que Deus quiser! 🙂

Fonte: http://www.vilamulher.com.br/familia/gravidez/amamentar-gasta-ate-700-calorias-8-1-53-269.html

O meu parto foi cesárea e viva a liberdade de escolha!

Bom, mas um assunto polêmico por aqui!
Hoje vim contar como foi meu parto e porque fiz a escolha pela cesárea e já vou avisando: toda mãe tem direito de optar por aquilo que vai achar melhor para ela e seu filho, seja qual for o tipo de parto.

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Me incomoda um pouco esse julgamento que vejo muitas pessoas fazerem, o fato é que a maneira que você trouxe seu filho ao mundo não te classifica como melhor ou pior mãe e fim de papo! Cada pessoa nesse mundão de meu Deus é diferente uma da outra, e cada uma sabe de suas limitações e onde o calo aperta, então coleguinha não vamos discriminar a mãe que optou por ter seu filho através de um corte na barriga… Ela também sangrou, e até mais! Também sentiu dor e também se emocionou e chorou ao ouvir seu filhote chorar pela primeira vez ao encher seu pulmãozinho, seja qual for a maneira que veio ao mundo tenho certeza que a capacidade de amar dessa mãe é a mesma!

Terminando a nossa introdução, vamos ao relato do meu parto cesáreo. 🙂

Durante a gestação o Pedro sempre foi um bebê grandinho! Pudera, eu tenho meus 1,60m (tá bom, tá bom… São 1,59 e MEIO :p) mas o pai com os seus 1,91m! Minha GO com seus 30 anos de profissão e experiência no início achava que devíamos tentar o parto normal, mas com o passar dos nossos milhares de ultras (já disse aqui que fui uma compulsiva por ultrassons, né?!) fomos constatando que o Pedro era um bebê percentil 75 para mais! Teve momento que foi até percentil 97! Ou seja, um meninão!

Uma pausa para explicar o que significa esses “percentuais”. Nos ultrassons para todas as medidas que são tiradas do bebê existe uma tabela referência que se chama Hadlock. Essa tabela indica onde o seu bebê se enquadra durante o período gestacional de acordo com percentuais.

Explicando como fazer a leitura, percentil é mais ou menos o seguinte: p50 quer dizer que está na média, p10 quer dizer que 10% dos fetos naquela idade gestacional tinham aquele peso ou medida. p90 quer dizer, ao contrário, somente 10% dos fetos tinham aquele peso ou medida naquela idade gestacional.

Voltando… Então acabamos optando pela cesárea. Só que eu queria que ele desse seus primeiros sinais para vir ao mundo no tempo dele. E graças a Deus foi assim que aconteceu. Quando eu estava nas últimas semanas fui fazer o cardiotoco e constataram as primeiras contratações, de início eu não sentia quase nada, apesar do aparelho mostrar que a intensidade era até grandinha… Naquela semana eu faria 39 semanas. E aí a nossa previsão que era pra semana que completaria 40 precisou ser adiantada! E aí que o negócio pegou… Era a semana que antecedia o carnaval… O Hospital e Maternidade Santa Joana estava lotado de reservas nas duas semanas, antes e depois do carnaval, com muito custo conseguimos a data do dia 13 de fevereiro (porque era sexta então muita gente supersticiosa não deve ter “escolhido” essa data) e eu como não queria marcar fiquei com o que acabou sobrando. Só que as contratações começaram a aumentar e ainda era começo da semana e eu comecei a entrar em pânico! Fiquei de repouso completamente, o dia todo na horizontal sem fazer nenhum tipo de esforço… Só que na quarta-feira daquela semana não deu, precisei passar no pronto atendimento do Sta Joana e estava com 1,5cm de dilatação e o hospital não tinha vagas mesmo, estavam até removendo para outros hospitais e eu queria que o Pedro nascesse lá!

Foi aí que fui medicada pra sentir menos dor e aguentar até sexta, não adiantou muita coisa… Chegando em casa ao ir fazer xixi meu tampão caiu! E quando fui tomar banho notei meu sutiã todo sujo amarelado… Era meu colostro já dando as caras.

Passei quinta-feira quietinha na minha mãe, as dores ficaram sem ritmo e não tivemos nenhum susto, graças a Deus! E às 3h da matina, depois da tentativa frustrada de dormir um pouco porque a ansiedade estava a mil, lá fomos nós para a maternidade! O Pedro viria ao mundo ❤

Ele nasceu no Santa Joana, que não tenho uma vírgula para falar, fui muito bem atendida especialmente pela equipe de enfermeiras! Às 07h50 escutei o seu choro, a emoção é indescritível, imensurável… Lembro de tentar conter as lágrimas para poder enxergar ele melhor… E que delícia sentir ele se acalmar ao ouvir minha voz… Pedro nasceu com 48cm, 3675kg (peso no percentil 76) e cabeça 35,5cm (percentil 79!).

Mamou quando cheguei no quarto, umas 2h ou 3h após o parto, e pegou certinho! Continua mamando até hoje, com 4 meses e meio somente o leite materno.

A minha recuperação da cesárea foi bem tranquila, já no hospital depois de sair do jejum eu já estava andando. Senti pouca tontura, somente na primeira vez que levantei… Não tive pontos externos, foi tudo colado e a recuperação da cicatriz está ótima! Graças a Deus! 🙂

Não estou querendo aqui dizer que a cesárea é melhor que um parto normal, longe disso!
Mas acho que cabe a cada mãe decidir como quer trazer seu filho ao mundo dentro de todo o acompanhamento médico e acontecimentos da sua gestação. As pessoas precisam praticar mais isso, seja qual for a escolha da mãe por normal ou cesárea, ela tem o direito dessa escolha.

Afinal, a mãe é que sabe o que seu coração diz, e intuição de mãe nunca falha.

A polêmica: Dar ou não dar chupeta?

“A criança, especialmente em seu primeiro ano de vida, tem uma necessidade fisiológica de sucção. Além da amamentação, que garante a sua sobrevivência, a sucção também promove a liberação de endorfina, um hormônio que produz um efeito de modulação da dor, do humor e da ansiedade, provocando uma sensação de prazer e bem-estar ao bebê.”

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Vamos para mais um relato pessoal!
Antes de ser mãe eu nunca, nunca mesmo, me atentei a esse detalhe: se o bebê das outras pessoas chupavam ou não chupeta e nem tinha uma visão crítica sobre isso.

Foi quando, na gravidez, comecei a pesquisar e ler sobre muita coisa e cai nessa polêmica do “dar ou não dar a chupeta”. Li muito sobre e de verdade, achei que muita coisa era baboseira, afinal, quantas pessoas que eu conheço chuparam chupeta?! Mas a maternidade ensina, minhas amigas! Vivo falando isso por aqui… e quando foi para decidirmos em dar a chupeta ou não, eu de verdade não sabia se era o certo, se eu deveria, fiquei muito indecisa… mas, não deu, acabamos dando a chupeta sim e vou explicar o que aconteceu.

O Pedro, diferente de outros bebês que costumam sentir isso a partir do 15º dia, tinha bastante desconforto por conta dos gases desde a maternidade, se contorcia todo, ficava vermelho, cerrava os punhos mas felizmente nunca foi de chorar compulsivamente por isso. Segui a orientação do pediatra: contra cólicas dê colo e peito! Pois bem, era o que eu fazia… só que em uma das madrugadas (acho que ele tinha mais ou menos 1 semana) o Pedro não conseguia dormir, mamava, mamava, mamava e mamava e nada, ficava no colo e nada, e aí começou a se incomodar por conta do refluxo pois bebia muito leite e gorfava, gorfava tanto que pra mim aquilo era quase um vômito. E aí me bateu a preocupação do tipo: “ele jogou todo o leite fora? melhor dar de novo? ai meu Deus, isso vai começar a atrapalhar a amamentação dele”. Meu marido era contra o uso, mas diante desse dia, resolvemos dar, achamos que ia ser menos prejudicial ao desenvolvimento dele naquele momento.

Não acho que tenha sido a atitude mais correta, porém preferi essa a ter que recorrer a medicamentos para esses desconfortos que ele tinha, segundo o pediatra do Pedro os medicamentos em bebês devem ser evitados porque agem diretamente no fígado que ainda é muito novinho para receber essas cargas.

Hoje, ele precisa da chupeta pra dormir, ao pegar no sono mesmo ele larga. Tentamos dar a chupeta mais quando ele tem algum desconforto, como todo dia pela manhã em suas crises ainda dormindo, ao dar a chupeta ajuda ele a liberar os gases e mamar mais tranquilo.

Detalhe, ele já ensaiava chupar o próprio dedo, que ao meu ver seria pior!

“É importante ressaltar que a sucção digital (dedo), também não nutritiva, é mais prejudicial para a arcada dentária e fala que a chupeta, portanto deve ser evitada.”

Bom, mas a título de informação, a chupeta é prejudicial sim. Ajuda a ter um bebê calminho, que dorme melhor, e no meu caso graças a Deus não aconteceu nenhuma confusão de bico, mas existem outros milhares de malefícios causados.

Abaixo peguei em um link uma listagem de benefícios e malefícios da chupeta, e adianto, isso é uma decisão que cabe aos pais, não se sintam culpados caso não consigam, tentem não dar a chupeta em momentos que o bebê está calmo e assim ao precisar tirar será mais fácil (detalhe: há estudos que muitos bebês conseguem largar a chupeta até 1 ano, torça pra ser o meu e o seu caso, rs).

Argumentos a favor: efeitos benéficos do uso da chupeta

– Segundo alguns estudos recentes, o uso da chupeta pode ser um fator protetor de morte súbita do lactente durante o sono;
– Para alguns bebês, o uso da chupeta tem um efeito calmante e pacificador ajudando-os a adormecer e a lidar com as contrariedades com maior tranquilidade;
– O uso da chupeta evita que a criança chupe no dedo, hábito que os pais dificilmente conseguem fazer desaparecer;
– A chupeta pode ser útil na realização de exames ou outros procedimentos médicos porque proporciona distração ao bebê;
– O uso da chupeta pode ser útil para prevenir o desconforto dos ouvidos em viagens onde se registam mudanças de altitude.

Argumentos contra: efeitos negativos do uso da chupeta

– Pode aumentar a incidência de doenças como a otite média aguda e a candidíase oral (vulgarmente conhecida como “sapinhos”);
– Influência diretamente a forma como o recém-nascido “agarra” a mama o que afeta não só a qualidade da amamentação mas, também, a motivação da própria mãe em persistir na amamentação quando surgem dificuldades nos primeiros dias. Como consequência, a chupeta nunca deve ser oferecida ao recém-nascido antes de a amamentação estar completamente estabelecida (aqui eu até adiciono uma informação importante: o Pedro não teve dificuldades para fazer a pega correta desde a maternidade, portanto acho isso determinante para que, no meu caso, não tenha afetado a amamentação dele);
– Para a mãe, o fato de o bebé mamar menos vezes, diminui a estimulação mamária o que pode afetar a quantidade do leite produzido;
– A chupeta não deve ser usada como estratégia para evitar/adiar a mamada a pedido do bebê (isso nunca mesmo! jamais!);
– Se o uso da chupeta for permitido, e mesmo incentivado, durante o crescimento dos dentes de leite, pode provocar patologias dentárias e problemas na formação das arcadas que dificilmente serão corrigidos;
– O uso de chupeta, para além dos 2 anos, também influência negativamente o desenvolvimento das estruturas da fala (maxilares, dentes e posição da língua) o que pode provocar problemas futuros na dicção e na correta articulação fonética de algumas palavras.

Algumas questões práticas (e importantes) no uso da chupeta

– Se estiver a amamentar, não ofereça a chupeta até o bebê ter aprendido a pegar no peito.
– Deve substituir a chupeta de dois em dois meses e sempre que estiver gasta.
– A chupeta deve ser esterilizada até aos 4-6 meses. A partir dessa idade, pode apenas lavá-la em água corrente.
– Não se devem usar correntes para segurar a chupeta de modo a evitar o risco de estrangulamento.
– O uso da chupeta deve ser interrompido o mais cedo possível. Aos 2 anos e meio/3 anos no máximo a criança já não deverá usar chupeta (atualmente defende-se que a a chupeta só deve ser usada até 1 ano de idade). – Obs.: Eu já li em algum lugar que a necessidade da sucção, que falamos no começo do post, vai até 1 ano de idade por conta da fase oral, depois disso cai esse hábito.

Fontes:
http://www.maemequer.pt/a-vida-com-o-seu-bebe/pos-parto/recem-nascido/chupeta-usar-ou-nao-usar
http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2015/01/28/dar-ou-nao-chupeta-ao-bebe-nao-ha-consenso-entre-os-medicos.htm

Baby Blues: eu tive!

Pois bem, aqui estamos para desabafar também, não é?!
Espero que também possa ajudar as futuras mamães a compreenderem esse momento.

Prefiro começar pela definição:
BABY BLUES ou BLUES PUERPERAL é uma “melancolia” pós parto causada por um estado de tristeza, incerteza, alterações de humor e medo. A chegada de um filho traz uma imensa alegria e exaustão, tudo ao mesmo tempo! Dizem que o grande vilão desses sentimentos confusos na cabeça da recém mãe é a queda hormonal que causa alterações fisiológicas profundas que chegam ao nível cerebral. É uma “depressão” mais leve e bem comum.

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Vejo muita gente por aí confundindo as coisas, leia bem: a mãe que passa por isso (e a porcentagem é grande, principalmente entre as de primeira viagem, entre 60 a 80%) não está negando seu filho ou querendo voltar no tempo. N-Ã-O é isso! Posso falar sobre o meu caso, o meu medo era ENORME, ao olhar aquele serzinho dependendo de mim eu mal conseguia pregar os olhos pois não aceitaria vacilar um só segundo!

Sempre li muito sobre isso durante a gravidez e enviei também artigos para meu marido ler e olha, valeu a pena. Quando eu comecei a chorar compulsivamente quando o Pedro levou sua primeira picada de pernilongo com 4 dias de vida, pude notar que estava em uma alteração emocional fortíssima, nesse episódio lembro muito bem do meu marido me acalmando com toda a paciência do mundo, e isso me fortaleceu bastante.

É bem verdade que isso passa em poucos dias (se no seu caso perdurar muito tempo procure ajuda, nesse caso pode ser a depressão propriamente dita), a gente vai aprendendo que existem coisas que teremos que deixar acontecer e que é preciso confiar um pouco mais no “Homem” lá de cima. Foi assim que eu pude relaxar um pouco mais… Hoje o Pedro está com 2 meses e meio e posso olhar tudo mais claramente, é lógico que às vezes ficamos esgotadas de cansaço e as alterações de humor ainda continuam (rs) mas vamos vendo a cada dia que conseguimos sim dar conta do recado e nos acalmando. Prestem atenção nos sinais, leiam bastante sobre o tema e converse com as pessoas próximas para em qualquer sinal de que você esteja tristinha elas possam te ajudar.

Aguente firme! O mais difícil e exaustivo são os primeiro dias (e até o primeiro mês). Após isso você vai aprendendo como seu filho encara o dia, e também vai se descobrindo uma mãe e tanto! Sei e você também sabe que não medimos esforços, não é?!

Lembre-se sempre: seu filho pode não ter uma mãe perfeita, mas tem a melhor mãe que poderia ter. ❤

Fonte: http://brasil.babycenter.com/a2100165/melancolia-p%C3%B3s-parto-ou-blues-puerperal

O “bicho” de sete cabeças: a amamentação

AmamentaçãoSempre tive pra mim que não ia gostar de amamentar, tinha um medo danado das dezenas de histórias que escutamos por aí: fulana ficou com o “bico” pendurado, o meu jorrava sangue e o bebê bebia, meu filho mordeu o “bico” e inflamou, além de uma amiga que dava mama gritando e se contorcendo de dor. Como acreditar que isso podia ser prazeroso como também muitas outras mamães relatavam? Pois bem! Tinha mais medo disso do que o próprio parto!

Na minha cabeça, preciso revelar aqui, eu até tinha uma tímida torcida para que algo não desse certo e eu tivesse que dar o complemento. É minhas queridas, a vida SEMPRE ensina!

Preparei o seio durante a gravidez com bucha vegetal, passava todo banho, no começo era terrível mas foi melhorando com o tempo. Eu não passava muito, tinha uma agonia tremenda, mas segui firme. Já li em alguns lugares que isso não adianta nada, mas a indicação foi da minha própria GO de mais de 30 anos de experiência.

Pedro nasceu de parto cesáreo, então pude oferecer o seio para ele somente algumas horas depois. E aí batia uma insegurança: Ele vai pegar? Vai doer? Vou gritar?
Para minha sorte o meu leite (o inicial que chamamos de colostro) já havia descido um dia antes da chegada do meu pequeno. Quando a enfermeira me ajudou a colocá-lo no seio ele pegou de primeira! E foi aí, minhas amigas, que foi criado um laço difícil de ser desfeito. Era um momento especial, único… E eu não senti dor alguma! Talvez por conta de todo o sentimento envolvido, uma anestesia natural que vem do nosso coração.

Na maternidade segui oferecendo o seio e ele sempre pegava. A enfermeira havia me ensinado a pega correta (e eu como tinha medo já até tinha lido muito sobre isso) e esse cuidado é muito importante! Com a pega correta o bebê mama melhor e você não sente tanta dor pois não irá machucar. O bebê não pode, de jeito nenhum, pegar só o bico, ele precisa pegar o máximo que conseguir de toda auréola. Caso ele tenha pego só o bico, você tira colocando o dedo mindinho na boquinha dele pra tirar o vácuo (que também causa lesões) e inicia novamente, para ele abrir bem a boquinha tente a técnica abaixo de tocar a boca com a parte debaixo do mamilo. Eu tomava muito cuidado com essa parte, não achem que é balela, isso vai ajudar e muito!

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Preciso dizer também que senti dor sim! Tudo ficava dolorido, o primeiro mês inteiro até a toalha para secar após o banho incomodava. Mas eu não tive nenhum ferimento! Usava também uma pomada milagrosa de lanolina, a Lansinoh. Super indico! Passava a cada mamada, não precisa retirar e acredito que ela tenha auxiliado muito em não deixar o bico ferir. Usei a cada término de mamada até o Pedro ter 1 mês e meio mais ou menos, hoje passo por precaução para dormir. Ah! Essa sensibilidade no bico também passa mais ou menos com 1 mês, pelo menos foi assim no meu caso.

Pedro desde o início sempre mamou com intervalo de 2h a 3h, tinha na minha cabeça de oferecer sempre (livre demanda) mas ele já veio reguladinho de fábrica. 🙂

Ainda vou escrever muito sobre esse assunto por aqui, pois existem muitas dúvidas que vamos adquirindo no meio do caminho.
Bom, preciso dizer agora a minha conclusão sobre a amamentação e o meu conselho: Não desistam, mamães! Se seu caso é de ter machucado tente passar a pomada que indiquei e até deixe o peito descansar mais de 1 mamada, se for outro problema procure ajuda especializada (existem consultorias e até pediatras especializados em amamentação), com certeza saberão como te orientar. Amamentar é um ato de amor e uma entrega linda para o ser mais importante da sua vida!

E como li há um tempo atrás: “porque dar de mamar é a síntese perfeita de mamãe com amar”. Coração