Baby Blues: eu tive!

Pois bem, aqui estamos para desabafar também, não é?!
Espero que também possa ajudar as futuras mamães a compreenderem esse momento.

Prefiro começar pela definição:
BABY BLUES ou BLUES PUERPERAL é uma “melancolia” pós parto causada por um estado de tristeza, incerteza, alterações de humor e medo. A chegada de um filho traz uma imensa alegria e exaustão, tudo ao mesmo tempo! Dizem que o grande vilão desses sentimentos confusos na cabeça da recém mãe é a queda hormonal que causa alterações fisiológicas profundas que chegam ao nível cerebral. É uma “depressão” mais leve e bem comum.

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Vejo muita gente por aí confundindo as coisas, leia bem: a mãe que passa por isso (e a porcentagem é grande, principalmente entre as de primeira viagem, entre 60 a 80%) não está negando seu filho ou querendo voltar no tempo. N-Ã-O é isso! Posso falar sobre o meu caso, o meu medo era ENORME, ao olhar aquele serzinho dependendo de mim eu mal conseguia pregar os olhos pois não aceitaria vacilar um só segundo!

Sempre li muito sobre isso durante a gravidez e enviei também artigos para meu marido ler e olha, valeu a pena. Quando eu comecei a chorar compulsivamente quando o Pedro levou sua primeira picada de pernilongo com 4 dias de vida, pude notar que estava em uma alteração emocional fortíssima, nesse episódio lembro muito bem do meu marido me acalmando com toda a paciência do mundo, e isso me fortaleceu bastante.

É bem verdade que isso passa em poucos dias (se no seu caso perdurar muito tempo procure ajuda, nesse caso pode ser a depressão propriamente dita), a gente vai aprendendo que existem coisas que teremos que deixar acontecer e que é preciso confiar um pouco mais no “Homem” lá de cima. Foi assim que eu pude relaxar um pouco mais… Hoje o Pedro está com 2 meses e meio e posso olhar tudo mais claramente, é lógico que às vezes ficamos esgotadas de cansaço e as alterações de humor ainda continuam (rs) mas vamos vendo a cada dia que conseguimos sim dar conta do recado e nos acalmando. Prestem atenção nos sinais, leiam bastante sobre o tema e converse com as pessoas próximas para em qualquer sinal de que você esteja tristinha elas possam te ajudar.

Aguente firme! O mais difícil e exaustivo são os primeiro dias (e até o primeiro mês). Após isso você vai aprendendo como seu filho encara o dia, e também vai se descobrindo uma mãe e tanto! Sei e você também sabe que não medimos esforços, não é?!

Lembre-se sempre: seu filho pode não ter uma mãe perfeita, mas tem a melhor mãe que poderia ter. ❤

Fonte: http://brasil.babycenter.com/a2100165/melancolia-p%C3%B3s-parto-ou-blues-puerperal

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Para refletir: sobre o bebê acordar a noite

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Querida mamãe,

Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você apareceu. Ainda bem. Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados.

No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo. Imagina, você que chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer ficar mais comigo.

Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus 3 meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que anda fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe.

Até lá, já podemos nos entender, inclusive através das palavras. Sinto a angústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulta consciente. Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei andam tudo é tão novo pra mim aqui fora. Mas eu tenho absoluta certeza de que vou aprender tudinho o que você me ensinar através dos seus sentimentos em relação a mim.
Mamãe, você quer um conselho de bebê? Quando eu chorar à noite, não salte logo para o meu quarto desesperada, como se o mundo fosse acabar.

Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficam bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim você pode me colocar no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. À medida que você desenvolver sua paciência, mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranquilidade e nós não teremos mais noites desagradáveis. Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida.

[Autor Desconhecido]

Momento Desespero: Choro do bebê

Como mães de primeira viagem, pelo menos era o meu caso, quando o bebê chora o primeiro reflexo que temos é: ele está com fome! E lá vai oferecer a mama. Posso dizer com propriedade que o Pedro nunca negou a mama ao ser oferecida e isso até nos confunde! Pois bem, até o dia que ele com apenas 1 semana de vida soltou tanto leite, mais tanto leite (era meio que um vômito mesmo) que eu pensei: tem algo errado, não é fome! Então foi assim que pude compreender que existem vários tipos de choro e nós mães precisamos saber identificá-los para melhor atender esse “serzinho” que só pode se comunicar dessa maneira.

Ao assistir no Netflix o “Mundo Secreto dos Bebês” (indico) eles comentam sobre o tipo de choro de fome, algo que o som parece com um “NEH” pois a língua do bebê faz o formato da sucção e aí o som que sai é esse. Achei super interessante e comecei a pesquisar sobre o assunto.

Conheci uma técnica de identificação de choro de uma australiana chamada Priscilla Dunstan. O método que ela desenvolveu chama-se Dunstan Baby Language. Com a pesquisa desenvolvida ela percebeu que em qualquer lugar do mundo os bebês se comunicam da mesma maneira, interessante, não é?! E que geralmente esse tipo de linguagem através do choro vai até os 3 meses de vida, mas caso os pais consigam identificar de maneira correta o bebê tende a estender esse tempo pois percebe que consegue ser atendido da forma desejada.

No Pedro eu consigo identificar somente alguns (fome, arroto e desconforto), ele não é um bebê de chorar muito, e nem de pedir para mamar, pois é!

Abaixo uma imagem que mostra os sons e identifica o que seu bebêzinho deseja e para exemplificar melhor, peguei um vídeo no YouTube que é muito bom para que se entenda sobre o método.

dunstan-sons

Acreditem! Ainda existe um app (em inglês) desenvolvido para que você pratique a identificação dos choros e assim possa estar mais preparada para a chegada do seu baby. Caso queiram conhecer: http://www.dunstanbaby.com/buy-app/

E você, consegue identificar o choro do seu baby? 🙂

Cueiro: O santo remédio para noites tranquilas

Hoje vou contar a minha experiência com um velho conhecido: o cueiro.
Desde que nasceu o Pedro ficava muito incomodado com o “espaço” que ele tinha fora da barriga e sentia falta da “contenção” que o útero dava para os seus movimentos, isso sempre o acordava em seus soninhos pois ele até assustava!

“O bebê quando está na barriga da mãe tem uma contenção dos movimentos. Ao nascer, o mundo fica muito grande e isso muitas vezes incomoda o bebê. O cueiro foi feito para dar essa contenção elástica gentil”, comenta a pediatra Honorina de Almeida, conhecida como Nina, da Casa Curumim.

Mas há um detalhe importante: antigamente as pessoas enrolavam os bebês de forma que eles não tinham muita movimentação, deixando os pés e mãos esticados além de presos, o ideal é que eles consigam até ter um pouco de movimentação por isso a “nova” forma de enrolar é como esse desenho abaixo.cueiro-pano-como-enrolar
Fiquei 1 mês enrolando o Pedro dessa maneira, até que um dia conheci um cueiro já pronto! Olha só! Li em uma matéria e as pessoas chamavam de cueiro inteligente ou cueiro pronto (ele já certinho, só colocar o bebê). Comprei 2 da Summer Infant e super recomendo!

swaddle-cueiro-pronto

Vale lembrar que essa “lembrança” da vida uterina vai até mais ou menos os 3 meses, logo então o Pedro não precisará mais! O fato é que ele dorme, desde os seus 20 dias, de 6h a 8h por noite! E segundo o pediatra, como ele está engordando bem não há problema algum nesse tempo todo sem mamar.

Também tomem cuidado para não agasalhar demais o bebê! O Pedro nasceu no calor, sempre usou só com body e meia. Muitas pessoas acham que o bebê sente mais frio mas a temperatura dele é bem parecida com a nossa.

Então fica a dica, caso seu bebê tenha esses sustinhos dormindo, já sabe! 😉

O “bicho” de sete cabeças: a amamentação

AmamentaçãoSempre tive pra mim que não ia gostar de amamentar, tinha um medo danado das dezenas de histórias que escutamos por aí: fulana ficou com o “bico” pendurado, o meu jorrava sangue e o bebê bebia, meu filho mordeu o “bico” e inflamou, além de uma amiga que dava mama gritando e se contorcendo de dor. Como acreditar que isso podia ser prazeroso como também muitas outras mamães relatavam? Pois bem! Tinha mais medo disso do que o próprio parto!

Na minha cabeça, preciso revelar aqui, eu até tinha uma tímida torcida para que algo não desse certo e eu tivesse que dar o complemento. É minhas queridas, a vida SEMPRE ensina!

Preparei o seio durante a gravidez com bucha vegetal, passava todo banho, no começo era terrível mas foi melhorando com o tempo. Eu não passava muito, tinha uma agonia tremenda, mas segui firme. Já li em alguns lugares que isso não adianta nada, mas a indicação foi da minha própria GO de mais de 30 anos de experiência.

Pedro nasceu de parto cesáreo, então pude oferecer o seio para ele somente algumas horas depois. E aí batia uma insegurança: Ele vai pegar? Vai doer? Vou gritar?
Para minha sorte o meu leite (o inicial que chamamos de colostro) já havia descido um dia antes da chegada do meu pequeno. Quando a enfermeira me ajudou a colocá-lo no seio ele pegou de primeira! E foi aí, minhas amigas, que foi criado um laço difícil de ser desfeito. Era um momento especial, único… E eu não senti dor alguma! Talvez por conta de todo o sentimento envolvido, uma anestesia natural que vem do nosso coração.

Na maternidade segui oferecendo o seio e ele sempre pegava. A enfermeira havia me ensinado a pega correta (e eu como tinha medo já até tinha lido muito sobre isso) e esse cuidado é muito importante! Com a pega correta o bebê mama melhor e você não sente tanta dor pois não irá machucar. O bebê não pode, de jeito nenhum, pegar só o bico, ele precisa pegar o máximo que conseguir de toda auréola. Caso ele tenha pego só o bico, você tira colocando o dedo mindinho na boquinha dele pra tirar o vácuo (que também causa lesões) e inicia novamente, para ele abrir bem a boquinha tente a técnica abaixo de tocar a boca com a parte debaixo do mamilo. Eu tomava muito cuidado com essa parte, não achem que é balela, isso vai ajudar e muito!

pega-correta

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Preciso dizer também que senti dor sim! Tudo ficava dolorido, o primeiro mês inteiro até a toalha para secar após o banho incomodava. Mas eu não tive nenhum ferimento! Usava também uma pomada milagrosa de lanolina, a Lansinoh. Super indico! Passava a cada mamada, não precisa retirar e acredito que ela tenha auxiliado muito em não deixar o bico ferir. Usei a cada término de mamada até o Pedro ter 1 mês e meio mais ou menos, hoje passo por precaução para dormir. Ah! Essa sensibilidade no bico também passa mais ou menos com 1 mês, pelo menos foi assim no meu caso.

Pedro desde o início sempre mamou com intervalo de 2h a 3h, tinha na minha cabeça de oferecer sempre (livre demanda) mas ele já veio reguladinho de fábrica. 🙂

Ainda vou escrever muito sobre esse assunto por aqui, pois existem muitas dúvidas que vamos adquirindo no meio do caminho.
Bom, preciso dizer agora a minha conclusão sobre a amamentação e o meu conselho: Não desistam, mamães! Se seu caso é de ter machucado tente passar a pomada que indiquei e até deixe o peito descansar mais de 1 mamada, se for outro problema procure ajuda especializada (existem consultorias e até pediatras especializados em amamentação), com certeza saberão como te orientar. Amamentar é um ato de amor e uma entrega linda para o ser mais importante da sua vida!

E como li há um tempo atrás: “porque dar de mamar é a síntese perfeita de mamãe com amar”. Coração

O momento mais feliz da vida de uma mulher: o nascimento de um filho

Quando somos crianças, nós mulheres, sempre brincamos de ser “mãe”. Um instinto puro que nasce com cada ser do sexo feminino.
Passamos a adolescência com medo que isso aconteça de forma adiantada, e às vezes desenhamos até um mundo onde nada te “prenda”, e para isso não se pode ter filhos.

O tempo passa, fazemos a faculdade, trabalhamos, encontramos o amor da nossa vida e aí a etapa é planejar o casamento, comprar a casa, preparar o enxoval, que época gostosa!

E após o casamento, surge a necessidade de dar um passo na vida a dois, um passo de tamanha responsabilidade, que deixa você num misto de êxtase e medo. Medo do desconhecido. Será desconhecido mesmo? E o instinto que nasce com cada mulher?

No nosso caso, Pedro foi um bebê planejado e esperado com muito carinho, graças a Deus. Quando nos mudamos para nossa casa após casados já sentíamos a necessidade de sermos pais. E começamos a tentar… realmente o nosso tempo era o mesmo tempo de Deus, e logo na primeira tentativa eu fiquei grávida.

GRÁVIDA! Agora era pra valer. Eu ia me tornar mãe efetivamente após 9 meses!
Minha gravidez foi muito tranquila e abençoada e o Pedro nasceu com muita saúde no dia 13.02.15 às 07h50, de parto cesáreo na Maternidade Santa Joana em São Paulo.

Hoje ele está com 2 meses e 1 semana, e agora encontrei a necessidade de expor um pouco dessa aventura deliciosa com surpresas diárias que é ser mãe, especialmente de primeira viagem, onde tudo é novidade.

Aqui conversaremos sobre as minhas descobertas, dúvidas e evoluções de um bebê muito amado. Sejam bem vindas, mamães e futuras mamães! 🙂